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"textContent": "\nImagens raras de Marte foram capturadas na última sexta-feira (15) quando a sonda Psyche, da NASA, completou sua aproximação máxima do planeta. Para chegar a uma distância de 4.609 quilômetros da superfície marciana, a manobra contou com a assistência gravitacional do planeta, que forneceu um impulso de 1.600 quilômetros por hora. O encontro planetário permitiu fazer um valioso ensaio fotográfico, que traz perspectivas do planeta vermelho nunca antes vistas, como imagens da sua superfície e atmosfera. Nas observações feitas pelo imageador multiespectral da espaçonave, foi registrado um fino crescente brilhante que se estendia ao redor do disco de Marte, por exemplo. Em comunicado, Jim Bell, da Universidade Estadual do Arizona (Estados Unidos), afirmou que “este conjunto de dados oferece oportunidades únicas para calibrarmos e caracterizarmos o desempenho das câmeras, bem como testarmos as primeiras versões de nossas ferramentas de processamento de imagem que estão sendo desenvolvidas”. Não à toa, nos dias que antecederam e durante a aproximação máxima, todos os instrumentos da sonda foram ligados para calibração. Esse processo incluiu sensores de imagens, magnetômetros e espectrômetro de raios gama e nêutrons. Agora, à medida que a espaçonave continua a sua jornada, os pesquisadores continuarão a coletar imagens de calibração. Lindy Elkins-Tanton, da Universidade da Califórnia, contou que a passagem próxima de Marte já era um movimento esperado há anos. A espera não foi simples: além de outros fatores, ela contou que eles “agradecem ao planeta vermelho por ter dado à nossa espaçonave um impulso gravitacional crucial para nos levar mais longe no sistema solar”. Esta é a primeira imagem do planeta Marte quase “completo”, capturada em 15 de maio pela sonda Psyque que, no seu ponto mais largo, chega a 280 quilômetros de diâmetro. O registro se estende da calota polar sul até o sistema de cânions ao norte NASA/JPL-Caltech/ASU Antes de chegar perto de Marte, a sonda também passou por uma série de avaliações. A equipe checou os sinais de rádio entre as espaçonaves e a Rede de Espaço Profundo (DSN) da NASA, o sistema global da agência para comunicação com espaçonaves interplanetárias, para confirmar que Psyche estava na trajetória correta. Asteroide Psyche “Embora estivéssemos confiantes em nossos cálculos e plano de voo, monitorar em tempo real ainda foi emocionante”, disse Don Han, da NASA. Mas mesmo com a emoção, não foram poupadas checagens nem confirmações para que a missão fosse bem sucedida. Até por isso que as primeiras medições de calibração feitas pelos magnetômetros da Psyque podem ter detectado a onda de choque de Marte quando a espaçonave passou pelo ponto mais próximo do planeta. A equipe que tem foco no instrumento chamado espectrômetro de raios gama e nêutrons também estava coletando dados para calibrá-lo, comparando suas medições com o vasto conjunto de dados já existentes. A imagem de Marte mostra as estrias formadas pela ação do vento. Elas se estendem por cerca de 50 quilômetros de comprimento e têm, em média, 48 quilômetros de diâmetro NASA/JPL-Caltech/ASU Enquanto Marte se distancia, a sonda Psyche chega ainda mais perto do seu objetivo: o asteroide de mesmo nome localizado no cinturão principal de asteroides entre Marte e Júpiter. Trata-se de um corpo celeste que tem chamado a atenção dos especialistas por ser rico em metais e que se acredita ser o núcleo parcial de um planetesimal, isto é, um componente fundamental da formação de um planeta primitivo. Para isso e após pairar no campo gravitacional marciano, a Psyque utilizou o seu sistema de propulsão solar-elétrica para seguir em uma linha reta até o cinturão. A previsão é que o encontro seja apenas em 2029, quando a sonda entrará em órbita ao redor do asteroide. A espaçonave mapeará o asteroide e coletará dados científicos durante o período em que estiver imerso nas órbitas circulares que se aproximam e se afastam do corpo celeste. Caso o asteroide de revele ser, de fato, o núcleo metálico de um antigo planetesimal (pequenos corpos rochosos ou de gelo), poderá oferecer aos cientistas uma oportunidade única para se estudar sobre o interior de planetas rochosos como a Terra.",
"title": "Missão da Nasa dá detalhes inéditos de crateras de Marte; fotos"
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