{
  "$type": "site.standard.document",
  "bskyPostRef": {
    "cid": "bafyreieoz6u6r56fnnd5wkgwspuumnwsiz2ipfm77zbbpplbhp2nzenhzm",
    "uri": "at://did:plc:q5xux2nkhg7d6ywwbe36ocxq/app.bsky.feed.post/3mmc42h5jm6n2"
  },
  "coverImage": {
    "$type": "blob",
    "ref": {
      "$link": "bafkreiesggyjy2spflfrhavvcg466ffzx7kvi2wkksrxy72sz3745yz674"
    },
    "mimeType": "image/png",
    "size": 3412655
  },
  "path": "/ciencia/biologia/noticia/2026/05/especie-rara-de-foca-se-esconde-em-cavernas-de-bolhas-para-escapar-de-turistas-fotos.ghtml",
  "publishedAt": "2026-05-19T21:32:07.000Z",
  "site": "https://revistagalileu.globo.com",
  "tags": [
    "galileu"
  ],
  "textContent": "\nQuando um local fica movimentado e barulhento demais, muitos optam por procurar refúgio em ambientes mais calmos. O mesmo vale para as focas-monges-do-mediterrâneo (Monachus monachus), que estão buscando abrigo em cavernas subaquáticas para escapar da crescente presença humana em seu habitat no ilhéu de Formicula, na Grécia. Localizada no Mar Jônico, Formicula se tornou uma atração turística por suas águas cristalinas e vida marinha vibrante. Mas o divertimento humano se transformou num incômodo para as focas nativas, que costumavam descansar nas praias para secar seus pelos. Em um estudo publicado em abril na revista científica Oryx, pesquisadores descobriram que os animais utilizam cavernas de bolhas subaquáticas como refúgio das multidões. Essas formações, que apresentam câmaras de ar apenas acessíveis por passagens submersas, tornou-se um verdadeiro santuário para uma espécie classificada como vulnerável pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). Representação esquemática da gruta principal (A) e da gruta com bolhas (B) utilizadas pelas focas-monges-do-mediterrâneo em Formicula, na Grécia Joana Gonzalvo/Oryx Refúgio subaquático Diante da invasão humana do habitat e o “desaparecimento” das focas, especialmente durante o verão, os pesquisadores decidiram entender para onde os mamíferos estavam indo. Com um sistema de monitoramento e câmeras operadas de forma remotas instaladas em locais onde as focas haviam sido observadas antes, eles obtiveram imagens de 141 dias entre junho de 2020 e outubro de 2021. De acordo com um comunicado, a equipe de cientistas pode verificar que as focas usaram cavernas de bolhas subaquáticas por cerca de 119 dias, um período surpreendentemente longo. Permitindo que os animais respirem, essas cavernas são locais para as focas descansarem e até dormirem. As focas foram observadas em diferentes condições nas cavernas, tanto flutuando acordadas na superfície quanto dormindo na vertical na superfície ou imóveis no fundo do mar Joana Gonzalvo/Oryx Leia mais notícias: “Cavernas de bolhas, como a relatada aqui, embora não sejam adequadas para o parto ou para o descanso dos filhotes, podem fornecer abrigo adequado para repouso. Além disso, cavernas com múltiplas entradas estreitas e profundas são mais seguras, oferecendo múltiplas rotas de fuga e restringindo o acesso humano ao interior da caverna”, relatam os pesquisadores no estudo. Saber que esses animais encontraram sozinhos alternativas à invasão humana de seus habitats pode colaborar para pesquisas e projetos de conservação da espécie. Os cientistas desejam incluir as cavernas de bolhas em uma “adequação de habitat” como “valiosos locais de descanso, especialmente em áreas turísticas”.",
  "title": "Espécie rara de foca se esconde em cavernas de bolhas para escapar de turistas; fotos"
}