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"textContent": "\nNão existe um padrão internacional: cada país tem seu critério próprio para definir o que torna um hotel digno de receber 5 estrelas. Um estabelecimento com quatro estrelas no Brasil, por exemplo, pode ter cinco na Europa e três nos EUA. Em geral, são os ministérios de turismo e outros órgãos nacionais que estabelecem e fiscalizam os critérios. Mas, de maneira geral, é possível observar alguns padrões: 1 estrela: hospedagem básica com comodidades mínimas. 2 estrelas: hotéis simples com conforto moderado. 3 estrelas: hotéis de categoria média com um equilíbrio entre preço acessível e serviços. 4 estrelas: hotéis de luxo com serviços premium e gastronomia requintada. 5 estrelas: hotéis de luxo com hospitalidade de alto padrão, atendimento personalizado e instalações sofisticadas. Além disso, termos como \"Deluxe\", \"Luxury\", \"First Class\", \"Tourist Class\", \"Budget\", \"Standard\", \"Economy\" e afins são subjetivos e não correspondem a nenhuma hierarquia ou padronização. A ideia é que você bata o olho em um termo como “deluxe” e entenda que se trata de um hotel de alto padrão (portanto: caro), da mesma forma que entenda um “tourist class” como mais acessível, porém ainda com certos confortos. Confira como os países classificam seus hotéis: Europa Desde 2009, existe na Europa uma associação de hotéis chamada Hotelstars Union (HSU), atualmente com 26 países membros. Ela padroniza a classificação por estrelas e define os requisitos que os estabelecimentos devem cumprir para obter e manter suas classificações. Entre as exigências da Hotelstars Union para que os quartos de hóspedes alcancem uma classificação de 5 estrelas estão: Recepção 24 horas Serviço de abertura de cama noturno Estacionamento com manobrista Concierge Serviço de bagagem Opção de cortina blackout completa Roupão e chinelos Canais de TV internacionais e cofre no quarto Alguns países também possuem sistemas de classificação locais que complementam ou funcionam em conjunto com a HSU. Por exemplo, os hotéis na França frequentemente se referem à designação \"Palace\", que é um nível acima da classificação de 5 estrelas, concedida a certos hotéis que exibem níveis extraordinários de serviço e luxo. A Suíça utiliza o sistema Hotelleriesuisse, que confirma um certo nível de qualidade em serviço, infraestrutura e equipamentos. O Reino Unido utiliza a classificação de 1 a 5 estrelas da Automobile Association (AA). Japão O Ministério da Terra, Infraestrutura, Transporte e Turismo (MLIT) japonês possui um órgão chamado Agência de Turismo do Japão (JTA) — entre suas atribuições está a padronização do sistema nacional de classificação de hotéis. As categorias vão de 1 a 5 estrelas. Esse sistema considera fatores como serviços, instalações e o nível geral de hospitalidade. Por exemplo, hotéis 5 estrelas no Japão geralmente oferecem serviços de alto padrão, como a tradicional hospitalidade japonesa (omotenashi), atendimento altamente personalizado e atenção meticulosa aos detalhes no design dos quartos. EUA Os EUA têm múltiplos sistemas privados coexistindo, sem nenhum órgão central ou governamental no comando. As classificações são atribuídas por organizações como o Forbes Travel Guide, a AAA (American Automobile Association) e a Michelin — cada uma com seu sistema proprietário. A Forbes, por exemplo, usa estrelas. Não apenas isso: foi ela que inventou essa classificação por estrelas, lá em 1958, quando ainda se chamava Mobil Travel Guide. Depois disso, todo mundo copiou. Já a AAA prefere classificar os hotéis com diamantes, que também vão de 1 a 5, onde 1 é o mínimo (hospitalidade básica) e 5 é o luxo supremo. Os hotéis 5 diamantes representam apenas 0,3% dos quase 60 mil estabelecimentos avaliados pela AAA, sendo que a maior parte (18 hotéis) está no estado da Califórnia. Um hotel estadunidense de alto padrão pode buscar vários selos ao mesmo tempo, pois esses reconhecimentos são independentes e complementares. O sistema de diamantes da AAA é mais confiável para viajantes domésticos nos EUA, Canadá e México, enquanto o Forbes Travel Guide oferece uma perspectiva mais internacional. Brasil A situação do Brasil é meio nebulosa. Em 2011, foi lançado o SBClass (Sistema Brasileiro de Classificação de Meios de Hospedagem), uma padronização do Ministério do Turismo para definir os requisitos que tornavam um hotel digno de uma, duas, três, quatro ou cinco estrelas. O SBClass nunca foi obrigatório. A adesão era voluntária, permitindo que hotéis e pousadas optassem por não se submeter à avaliação do Ministério do Turismo e do Inmetro para receber estrelas. Em teoria, apenas quem participava do programa podia ostentar estrelas em suas comunicações. No entanto, na era da internet, as avaliações mais importantes acabam sendo aquelas feitas pelos usuários em sites de hospedagem e de viagem. As estrelas desses sites são médias agregadas das avaliações feitas por hóspedes e não têm nada a ver com o SBClass — ainda assim, são o que realmente orienta os viajantes na hora de procurar hotel. Por causa disso, o SBClass perdeu força e está no limbo: a portaria que o criou ainda é válida, mas os certificados deixaram de ser emitidos em 2016. Como tinham validade de apenas três anos, isso significa que, na teoria, nenhum hotel brasileiro tem estrela nenhuma. O Ministério do Turismo chegou a anunciar que o programa estava em reformulação, mas, até agora, não há novas atualizações. Os critérios do SBClass eram estes: 1 estrela: serviço de recepção aberto durante 12h e disponível 24h por telefone, além de serviços de café da manhã, guarda de valores e monitoramento das expectativas e impressões do hóspede. 2 estrelas: sala de estar com televisão, área útil dentro do quarto e disponibilidade para pagamento com cartão de crédito ou débito. 3 estrelas: serviço de recepção aberto por 18h, estacionamento, restaurante, serviço de lavanderia, climatização e televisão com canal por assinatura em todos os quartos, acesso à internet nas áreas sociais e nos quartos. 4 estrelas: recepção 24h, manobrista, bar e serviço à la carte no restaurante. O hotel precisa oferecer ainda um mínimo de três serviços “especiais”, como salão de beleza, venda de jornais/revistas, farmácia e baby sitter. Nos quartos, minirrefrigeradores e mesa de trabalho também são exigências. 5 estrelas: precisa ter todos os itens anteriores e também salão de eventos, concierge, restaurante com comidas vegetarianas e dietas especiais e roupões e chinelos em todos os quartos, além de seis serviços “especiais”.",
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