Brasileiros acham que mudanças climáticas afetam suas vidas? Estudo pesquisou
Galileu [Unofficial]
May 3, 2026
Em tempos de polarização política e negacionismo ambiental, é comum pensar que boa parte dos brasileiros não acredita nos efeitos das mudanças climáticas. Mas uma pesquisa realizada pelo Pew Research Center mostra que isso não é verdade. O levantamento realizou entrevistas com a seguinte pergunta: “Você acha que as mudanças climáticas estão afetando o local em que você mora?”. No Brasil, 62% responderam que está afetando bastante e 12% disseram que está afetando de alguma forma – totalizando 74% que reconhecem o impacto como médio ou alto. O questionário também incluiu outras duas alternativas: “não muito” (15%) e “nem um pouco” (7,5%). Dentre os entrevistados, 3,5% não sabiam ou se recusaram a responder. Essa pesquisa ouviu não apenas brasileiros, mas também pessoas de outros oito países, todos classificados como de média renda. Na Argentina, 81% acreditam que o impacto é razoável ou alto, colocando o país no topo da lista nesse quesito. O Brasil aparece em segundo lugar. Na lanterninha está a Nigéria, com 61%. Os pesquisadores também indagaram se os entrevistados acreditam que as mudanças climáticas vão prejudicá-los pessoalmente. No Brasil, 56% responderam “muito” e 34% responderam “de alguma forma”. Isso totaliza 90% de pessoas com grau alto ou razoável de preocupação a respeito do tema. Nossos vizinhos argentinos responderam “muito” em 64% das entrevistas e “de alguma forma” em 19%. Analisando as respostas dos entrevistados de todos os países, a escassez de água aparece como o problema climático mais preocupante. Em 2025, 47% das pessoas responderam que essa é a principal mazela. Dez anos antes a soma era de 44%. A lista de problemas também incluiu longos períodos de calor incomum (21% em 2025 e 16% em 2015), enchentes e temporais severos (19% em 2025 e 29% em 2015) e aumento do nível do mar (7% em 2025 e 5% em 2015). De acordo com Pew Research Center, uma instituição de pesquisa sem fins lucrativos sediada nos Estados Unidos, o levantamento ouviu quase 12,4 mil pessoas no Brasil, Argentina, Índia, Indonésia, Quênia, México, Nigéria, África do Sul e Turquia. As entrevistas foram realizadas presencialmente, entre janeiro e abril de 2025.
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