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  "textContent": "\nUm estudo publicado nesta segunda-feira (27) na revista Nature Medicine descreve um novo tratamento para as gestantes com pré-eclâmpsia precoce grave, uma das principais causas de parto prematuro. A condição, que pode levar a mãe e o feto à morte, é caracterizada pelos altos níveis de pressão arterial – acima de 140/90 mmHg. Ela costuma acontecer após 20 semanas de gravidez e, em casos mais raros, até seis semanas após o parto. A Rede Brasileira de Estudos sobre Hipertensão na Gravidez (RBEHG) traz um panorama sobre o quadro clínico: no Brasil, cerca de 80 mil mortes maternas ocorrem por ano devido à pré-eclâmpsia., enquanto a morte fetal chega à marca de 500 mil. Esse cenário também é notado em outros locais do mundo, com 5 a 10% de gestantes afetadas. “Atualmente, a única maneira de curar a pré-eclâmpsia e proteger a vida e a saúde da mãe é realizar o parto”, contou Sarah Kilpatrick, do Cedars-Sinai, em comunicado. Por isso que frequentemente os médicos precisam realizar partos prematuros e interromper o desenvolvimento do bêbê a partir das 34 semanas de gestação. O parto coloca os bebês prematuros extremos em alto risco. O método testado pela equipe de pesquisadores, no entanto, tem sido capaz de prolongar o período gestacional com mais segurança, uma abordagem - que segundo Kilpatrick, poderá dar aos médicos mais flexibilidade em casos de alto risco. A hipertensão na gravidez pode aumentar o risco de problemas a longo prazo, sendo que as mulheres têm três vezes mais probabilidade de desenvolver pressão alta e duas vezes mais probabilidade de ter doenças cardíacas Pexels Menos pressão, mais dias no útero Mesmo alguns dias a mais no útero podem ser significativos para bebês prematuros. Com o objetivo de estender esse tempo, a equipe de cientistas desenvolveu um estudo que teve como foco a remoção da prejudicial proteína sFlt-1 do sangue materno, conhecida por danificar os vasos sanguíneos e desencadear os primeiros sintomas do quadro de pré-eclâmpsia. O novo estudo é referente ao desenvolvimento de uma proteína capaz de se ligar à sFlt-1. A junção de ambas tem permitido que os cientistas utilizem um processo nomeado “aférese extracorpórea”, isto é, a filtração do sangue materno e a remoção do excesso da proteína no organismo. Trata-se de um tratamento promissor, já que ele remove um fator prejudicial em vez de introduzir novos medicamentos. Sem a participação direta de outros compostos químicos, o novo tratamento também possui potencial para reduzir eventuais riscos de efeitos colaterais às gestantes. De acordo com os pesquisadores, a baixa estabilidade nos níveis de sFLt-1 permitiu que 16 pacientes conseguissem prolongar a gestação por, em média, 10 dias – mais que o dobro do tempo observado em pacientes não tratadas. Durante esse período, a pressão arterial delas melhorou e os fetos continuaram a crescer normalmente.",
  "title": "Novo tratamento pode diminuir riscos de complicação comum da gravidez"
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