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"textContent": "\nO dia 23 de abril é uma marca importante para a literatura por ser a data de morte de nomes como William Shakespeare, Miguel de Cervantes e Inca Garcilaso de la Vega. Não à toa, 23 de abril foi escolhido também como o Dia Mundial do Livro e dos Direitos Autorais. Com o objetivo de incentivar a leitura, a marca foi oficializada em 1995 pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura). Todos os anos, a própria Unesco e outras organizações internacionais da indústria do livro elegem uma cidade como a Capital Mundial do Livro. No ano passado, a cidade escolhida para sediar as comemorações foi o Rio de Janeiro. Este ano, a selecionada foi Rabat, no Marrocos. Com 54 editoras, Rabat sediará uma série de iniciativas para fomentar alfabetização e crescimento econômico sustentável, ampliando o apoio à indústria editorial local. A cidade abriga a terceira maior feira internacional de livros e editoras da África e um número crescente de livrarias. A seguir, confira 5 indicações de títulos para ler neste Dia Mundial do Livro: 1. O livreiro de Gaza, por Rachid Benzine Com tradução de Sofia Soter. Intrínseca, 112 páginas | Impresso: R$ 51,20 | E-book: R$ 35,91 | Audiolivro: R$ 23,47 O livreiro de Gaza Instrínseca Um dos cientistas políticos e estudiosos islâmicos mais respeitados da Europa, o marroquino Rachid Benzine mostra em O livreiro de Gaza como os livros podem ser instrumentos revolucionários em meio à guerra. A obra conta a saga de um fotógrafo que registra a devastação em Gaza para o ocidente. Certo dia, o fotógrafo conhece um senhor palestino sentado diante de uma vitrine repleta de livros, lendo serenamente. O livreiro conta sua história ao estranho, e sua voz o guia por um retrato comovente de um povo que sofreu décadas de ataques e opressão. 2. A biblioteca de Stalin: Os livros que formaram o poder e a mente do ditador, por Geoffrey Roberts Com tradução de Daniela Belmiro. Matrix, 376 páginas | Impresso: R$ 78,99 | E-book: R$ 69 A biblioteca de Stalin: Os livros que formaram o poder e a mente do ditador, Matrix O ditador comunista Joseph Stalin tornou sua obsessão por livros uma arma política, segundo descreve o historiador britânico Geoffrey Roberts em A biblioteca de Stalin: Os livros que formaram o poder e a mente do ditador. Autodidata e metódico, Stalin fazia anotações a margens das obras e organizava sua biblioteca com rigor quase científico. Em 1925, o líder russo criou um sistema de classificação que reunia filosofia, história, economia, ciência, literatura, política internacional e assuntos militares. Uma análise de Roberts no acervo de cerca de 25 mil volumes do ditador mostra que ele lia autores ortodoxos marxistas com vigor, mas também estudava rivais, incluindo estadistas “burgueses” como Bismarck e Churchill. 3. Tinta invisível: sobre perda, escrita e o poder transformador das histórias, de Javier Peña Com tradução de Marina Waquil. Instante, 256 páginas | Impresso: R$ 78,40 | E-book: R$ 59,40 Tinta invisível: sobre perda, escrita e o poder transformador das histórias Instante Qual seria o assunto da sua última conversa antes de morrer? Em vez de discutir ausências e desentendimentos, um homem que espera a morte em um quarto de hospital passa seus últimos momentos conversando com o filho sobre livros — uma paixão comum — e escritores. Este é o enredo de Tinta invisível: sobre perda, escrita e o poder transformador das histórias. O romancista e jornalista espanhol Javier Peña nos embarca em uma viagem emocional, que inclui devaneios sobre escritores renomados como Virginia Woolf, Nabokov, Susan Sontag, Tolstói, José Saramago e Margaret Atwood. A obra é um ensaio literário e um livro de memórias, dedicado ao próprio pai do autor. 4. O Professor de Auschwitz, de Wendy Holden Com tradução de Alda Lima. Rocco, 352 páginas | Impresso: R$ 74,18 | R$ 42,66 O professor de Auschwitz Rocco Oitenta e um anos após a libertação de Auschwitz pelo Exército Vermelho Soviético, em 1945, o nome de Fredy Hirsch foi praticamente apagado da História. Para resgatar sua importância, a jornalista britânica Wendy Holden escreveu O Professor de Auschwitz, um livro baseado na saga do homossexual judeu que arriscou sua própria vida para educar crianças em uma escola improvisada dentro do campo de extermínio. O livro retrata desde sua chegada à Auschwitz, dentro de um trem em condições subhumanas, até os esforços de Hirsch para proteger jovens e crianças, que seriam enviados para a câmara de gás ou morreriam em decorrência das más condições de higiene. O professor formou um abrigo onde os mais novos eram mantidos saudáveis, recebiam rações melhores e aprendiam até a se imaginar de barriga cheia. Enquanto isso, oficiais da SS começaram a aparecer com doces para aqueles que planejavam assassinar. 5. Histórias Miseráveis, por José Castello Maralto, 160 páginas | Impresso: R$ 65,90 Histórias Miseráveis Maralto Com 35 crônicas brilhantes do jornalista carioca José Castello, Histórias Miseráveis é um livro sensível sobre a vida urbana. Castello assume o papel de um flâneur, um observador atento que percorre as ruas. No primeiro texto, \"A filósofa de guarda-chuva\", ele invoca a própria infância, quando lia escondido dos pais, debaixo das cobertas, iluminando as páginas com uma pequena fonte de luz. No segundo, \"O homem inútil\", o autor narra com bastante autocrítica um encontro inesperado com um menino morador de rua. \"Todas as minhas crônicas guardam um fundo autobiográfico\", conta Castello. \"O que não significa dizer que elas sejam confissão, ou autobiografia. O que narra minhas crônicas sou eu, mas não sou eu. É, de novo, um ser limítrofe. Um ser impreciso, como é imprecisa a realidade em que ele se move\". 6. Jovens Malditos, por M.A.Bennett Com tradução de Sofia Soter. Plataforma 21, 498 páginas | Impresso: R$ 83,75 | R$ 59,90 Jovens Malditos Plataforma 21 E se a mansão onde Mary Shelley concebeu Frankenstein voltasse a ser palco para novos monstros? Este é o ponto de partida para a obra de horror gótico contemporâneo Jovens malditos. Voltada à geração atual, a narrativa se passa 200 anos após o verão de 1816, quando quatro autores clássicos reuniram-se no local para criar histórias assustadoras (John Polidori, Lord Byron, Mary Shelley e Percy Bysshe Shelley). Novamente, quatro escritores voltam a se encontrar naquele cenário icônico, que também serviu de palco para que John Polidori escrevesse O vampiro, obra que mais tarde inspiraria Drácula. Desta vez, porém, os participantes são um grupo jovem com linguagens artísticas completamente distintas. Logo, eles percebem serem alvo de uma trama maior de uma instituição que quer torná-los monstruosos. \"Com atmosfera sombria e tempestuosa, a obra transita entre dark academy, literatura gótica e horror contemporâneo, atualizando temas clássicos para o público jovem\", define a Plataforma 21, editora que traz o livro ao Brasil. \"Ao abordar temas como identidade, culpa, sexualidade, pertencimento e trauma, M. A. Bennett converte pavor em linguagem narrativa e corpo em campo de disputa, fazendo do terror uma ferramenta de reflexão sobre o que se escolhe silenciar\".",
"title": "Dia Mundial do Livro: 6 obras para passar a data lendo"
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