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"publishedAt": "2026-04-21T18:18:10.000Z",
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"textContent": "\nUma pesquisa realizada no Instituto Max Planck fez uma descoberta muito interessante sobre a maneira como anfíbios regeneram partes do corpo. Os cientistas apontam que a resposta está em um elemento simples: o oxigênio. Mais especificamente, na interação entre a proteína HIF1A e o oxigênio. Essa proteína é determinante para a cicatrização e regeneração do nosso corpo. Níveis baixos de oxigênio estabilizam a HIF1A, iniciando a cicatrização. Mas a proteína é desestabilizada em contato com níveis normais de oxigênio atmosférico, encerrando a resposta regenerativa. Larvas e anfíbios se desenvolvem na água, onde os níveis de oxigênio são menores do que no ar. Com base nisso, os cientistas analisaram o comportamento da HIF1A em ambientes com diferentes taxas de oxigênio. O estudo foi publicado este mês na revista Science. Anfíbio Alejandro Orozco via Pexels Segundo a pesquisa, mamíferos têm um “potencial regenerativo oculto”. Quando expostos a níveis baixos de oxigênio, embriões de camundongo cicatrizam feridas rapidamente e começam a mostrar sinais iniciais de reconstrução de membros. O fenômeno ocorreu porque a a HIF1A foi estabilizada. “Isso sugere que mamíferos talvez não sejam permanentemente incapazes de regenerar membros, mas sim que precisem de condições ambientais específicas para desbloquear esse potencial”, diz o comunicado do Instituto Max Planck sobre a descoberta. O estudo também explica que as células de certos anfíbios não reagem como as nossas quando entram em contato com o oxigênio. Girinos de rã, por exemplo, mantêm atividade estável de HIF1A e permanecem em estado regenerativo mesmo em ambientes com taxas altas de oxigênio. Em mamíferos, o oxigênio tem muito mais interferência no comportamento da proteína. Os cientistas apontam que, se for encontrada uma maneira de “manipular a percepção de oxigênio”, isso abriria caminho para uma grande ampliação da capacidade regenerativa dos mamíferos. Salamandras e girinos de rã podem reconstruir membros inteiros após uma amputação. O novo estudo deixa claro que as descobertas realizadas não dão a entender que o corpo humano seja capaz de fazer isso algum dia. Mesmo assim, é possível que aponte caminhos animadores a respeito de regeneração de tecidos do nosso corpo. “Nossos resultados mostram que programas regenerativos podem ser acionados em tecidos de mamíferos e começam a delinear um caminho claro e testável para promover a regeneração de membros em mamíferos adultos”, diz Can Aztekin, cientista que lidera o estudo.",
"title": "Estudo pode revolucionar a maneira como humanos regeneram partes do corpo"
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