Naufrágio de 150 anos é encontrado em lago dos EUA; fotos
Galileu [Unofficial]
April 16, 2026
Um naufrágio ocorrido há mais de 150 anos no Lago Erie, foi identificado por mergulhadores e pesquisadores em Ohio, nos Estados Unidos. Os destroços pertencem ao navio Clough, que afundou em 15 de setembro de 1868. A descoberta, que foi anunciada em 18 de fevereiro deste ano, é resultado de anos de buscas feitas pela Cleveland Underwater Explorers, uma organização sem fins lucrativos formada por mergulhadores, historiadores e arqueólogos em parceria com o Museu Nacional dos Grandes Lagos. Como destaca a revista Smithsonian, ao longo da última década, a equipe percorreu 400 quilômetros no fundo do lago com sonar de varredura lateral — equipamento que detecta e gera imagens de objetos no fundo do mar, rios ou lagos — para procurar vestígios do navio. Em junho de 2024, dois exploradores subaquáticos, David VanZandt e Chris Kraska, foram investigar um local identificado durante as buscas que parecia promissor. Entretanto, VanZandt fundador, diretor e arqueólogo-chefe da equipe, morreu em um acidente de mergulho no mesmo dia. Após o acidente, os membros das duas organizações decidiram seguir com a identificação do naufrágio em homenagem ao pesquisador. De acordo com um comunicado do museu, eles “se comprometeram a concluir o processo de identificação com cuidado, precisão e respeito”. “Esta descoberta representa um capítulo significativo na história marítima dos Grandes Lagos e uma continuação importante do legado de David VanZandt”, disse Carrie Sowden, Diretora de Arqueologia e Pesquisa do Museu Nacional dos Grandes Lagos. O museu e a Cleveland Underwater Explorers trabalham desde 2001 para localizar e identificar embarcações naufragadas no Lago Erie, de forma a preservar e compartilhar a história marítima da região. Antes de confirmar que os destroços pertenciam ao Clough, os pesquisadores realizaram diversas visitas ao local, além de criarem um mapa detalhado e realizarem uma longa pesquisa histórica. Embora a localização exata do naufrágio não tenha sido divulgada, a organização informou que o navio está submerso a cerca de 21 metros de profundidade, a vários quilômetros a nordeste do Aeroporto Cleveland Burke Lakefront. História do cargueiro Clough Construído em 1867 em Lorain, cidade localizada às margens do Lago Erie, o Clough recebeu esse nome em homenagem a Baxter Clough, proprietário de uma pedreira em Amherst, cidade vizinha. Para reduzir os custos do transporte das pedras extraídas, Clough investiu em uma linha férrea própria para levar a carga até o lago e na construção do navio, que serviria para transportar o material. O Clough era uma embarcação à vela, de 38 metros de comprimento e 8 metros de largura, possuía pelo menos três mastros e tinha entrado em operação apenas um ano antes do naufrágio. Em 15 de setembro de 1868, durante uma tempestade com fortes rajadas de vento, o navio inclinou e seu material, por estar mal fixado, deslizou pelo convés. Dessa forma, a água entrou rapidamente e afundou a embarcação. Dos oito tripulantes a bordo, apenas Rush Reid, um oficial do navio, sobreviveu. O Clough afundou durante uma tempestade enquanto transportava uma carga de pedras Jack Papes “O vento estava tão violento quando atingiu as velas do barco que o virou de lado”, disse Tom Kowalczk, diretor principal da Cleveland Underwater Explorers, em entrevista à WTOL. “A força do vento foi tão intensa que o parapeito do convés afundou no lago e a água invadiu o barco rapidamente.” Para Sowden, localizar o Clough representa uma forma de resgatar a memória dos envolvidos no acidente. “Muitas pessoas tiveram suas vidas afetadas por aquele naufrágio em 1868”, disse Sowden, em entrevista ao Chronicle-Telegram. “Então, existe um pouco de consciência e conhecimento que nos permite… concluir a história delas.” Durante a exploração do Clough, os pesquisadores encontraram uma embarcação bem preservada, que ainda continua com sua carga original de pedras. Para Kowalczk, as águas geladas do lago transformaram o navio em um tipo de cápsula do tempo submersa. “A maior parte da superestrutura ainda está de pé, acima do fundo”, diz Kowalczk. “O leme principal está lá, os cabrestantes e as tampas das escotilhas. É como se o barco inteiro estivesse ali, simplesmente apoiado.” E acrescenta: "Há algo de especial em descer pelo lago e, de repente, ver esse navio surgir diante de você." Veja abaixo o vídeo da descoberta do naufrágio: Initial plugin text
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