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Comandante da Artemis 2 quebra protocolo e pega pra si mascote da missão

Galileu [Unofficial] April 14, 2026
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O retorno da missão Artemis 2 à Terra, após um sobrevoo histórico da Lua, foi marcado por um gesto inesperado de seu comandante, Reid Wiseman. Ao contrário do que determinava o protocolo da Nasa, o astronauta decidiu não deixar para trás o mascote da missão, uma pequena lua de pelúcia chamada Rise, transformando um simples objeto técnico em símbolo pessoal e coletivo da jornada. De acordo com a Space.com, Wiseman deveria seguir uma lista de verificação pós-pouso que incluía abandonar o indicador de gravidade zero dentro da cápsula Orion Integrity, para posterior recuperação. No entanto, após dez dias convivendo com o objeto durante a viagem, ele optou por contrariar a orientação. “Eu deveria ter deixado a Rise na Integrity, mas isso não era algo que eu ia fazer”, escreveu o comandante em publicação nas redes sociais. De experimento técnico a símbolo humano Oficialmente, Rise foi concebido como um indicador de gravidade zero, um recurso comum em missões espaciais para demonstrar visualmente o momento em que a nave entra em microgravidade. Criado pelo estudante Lucas Ye, o mascote carrega um significado adicional: dentro dele, um cartão SD reúne mais de 5 milhões de nomes enviados por pessoas ao redor do mundo, servindo como uma espécie de cápsula simbólica da humanidade rumo à Lua. Ao longo da missão, que contou também com os astronautas Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen, o pequeno objeto ganhou protagonismo inesperado. Presente em transmissões ao vivo e amplamente divulgado nas redes sociais da Nasa, Rise deixou de ser apenas um instrumento técnico e passou a representar a dimensão emocional da viagem. Os astronautas Reid Wiseman e Victor Glover chegam ao Centro Espacial Kennedy em 27 de março de 2026, carregando "Rise", o indicador de gravidade zero que levaram consigo em sua jornada à Lua Nasa/Brandon Hancock Essa transformação atingiu seu ápice quando observadores notaram um detalhe em imagens divulgadas pela agência: o nome “Carroll” inscrito em um protótipo do mascote. Trata-se de uma homenagem à esposa de Wiseman, falecida em 2020. Durante uma transmissão da missão, Hansen relembrou a perda: “Há alguns anos, iniciamos esta jornada em nossa unida família de astronautas e perdemos um ente querido. Seu nome era Carroll, esposa de Reid, mãe de Katie e Ellie”, disse ele ao controle da missão. O momento foi seguido por um abraço coletivo entre os astronautas, visivelmente emocionados. A tripulação chegou a sugerir que uma cratera lunar recebesse o nome de Carroll. A proposta deverá ser avaliada pela União Astronômica Internacional, responsável pela nomenclatura oficial de corpos celestes. Decisão no momento final O gesto de Wiseman ganhou contornos ainda mais simbólicos no retorno à Terra. Em vez de deixar Rise na cápsula, ele colocou o mascote em um saco estanque do kit de sobrevivência e o prendeu ao traje pressurizado. Assim, Rise completou toda a jornada com a tripulação — da órbita lunar ao resgate no Oceano Pacífico. O mascote permaneceu com Wiseman na jangada inflável, foi içado por helicóptero da Marinha dos EUA e seguiu com o grupo até o navio de resgate, o USS John P. Murtha. Nos dias seguintes, o comandante continuou com o objeto ao seu lado. “É difícil não amar esse carinha. Não posso perder Rise de vista”, afirmou ele em outra publicação, reforçando o vínculo criado durante a missão. Reid Wiseman (comandante), Victor Glover (piloto), Christina Koch (especialista em missão) e Jeremy Hansen (especialista em missão da Agência Espacial Canadense) se despediram dos membros da equipe da Nasa no sábado, 11 de abril de 2026, na Estação Aeronaval de North Island, em San Diego, Califórnia Nasa/Keegan Barber

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