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"textContent": "\nUma das muitas teorias que tentam responder o que existia no universo antes do Big Bang se apoia na ideia dos buracos negros primordiais. Trata-se de um tipo menor de buraco negro nunca antes identificado diretamente - mas que, agora, pode ter sua existência comprovada por um sinal recentemente detectado pelo Observatório de Ondas Gravitacionais por Interferômetro Laser (LIGO). Os buracos negros primordiais foram propostos pela primeira vez por Stephen Hawking na década de 1970. Diferente dos buracos negros mais conhecidos – formados pela morte de estrelas – esses teriam nascido “partir de flutuações na densidade que ocorreram imediatamente após o nascimento do universo”, como define o site Space.com. Dessa forma, os buracos negros primordiais, que até o momento são puramente teóricos, podem ser muito menores que uma estrela massiva. De fato, o sinal captado pelo LIGO no final de 2025 refere-se a uma colisão entre dois buracos negros, sendo que pelo menos um deles tem uma massa menor que a do Sol. Essa linha do tempo feita pela NASA mostra a evolução de tamanho de um possível buraco negro primordial, desde o primeiro trilionésimo de segundo até o tempo atual do universo Divulgação/Centro de Voos Espaciais Goddard da NASA Universo sustentado pela matéria escura Um dos pontos mais interessantes em se comprovar os buracos negros massivos inclui em ter mais explicações sobre a matéria escura, substância invisível que constitui cerca de 85% de toda a matéria do universo. Pelo fato de cientistas ainda não terem sido capazes de identificar as partículas que compõe a matéria escura, acredita-se que os buracos negros primordiais possam explicá-la, mesmo que de forma parcial. As partículas de matéria escura são especiais por não interagirem com a radiação eletromagnética, de forma que só somos capazes de identificá-las no universo devido às suas interações com a gravidade e o efeito subsequente que isso causa sobre a luz e a matéria comum que observamos. Como todos os buracos negros possuem massas detectáveis e são invisíveis pelo fato de suas singularidades aprisionarem a luz ao seu redor, eles se qualificam como uma das possíveis explicações para a existência da matéria escura. Claro que a onda gravitacional incomum detectada pode se tratar de um alarme falso. Porém, os pesquisadores estão confiantes. “Tentamos estimar quantos buracos negros primordiais podem existir no universo e quantos deles o LIGO deveria ser capaz de detectar. E nossos resultados são encorajadores. Prevemos que buracos negros subsolares como aquele que o LIGO pode ter observado devem ser de fato raros, o que condiz com a pouca frequência com que tais eventos foram observados até agora”, diz Alberto Magaraggia, pesquisador da Universidade e Miami e um dos autores do pesquisa com o LIGO, em comunicado. Visão aérea do Observatório de Ondas Gravitacionais por Interferômetro Laser (LIGO), localizado em Livingston, no estado americano de Louisiana Divulgação/LIGO Leia mais notícias: Mesmo que o sinal detectado pelo observatório realmente tenha vindo de um buraco negro primordial, ainda serão necessários anos de estudo para a comprovação. Além de que mais sinais como esse – pouco associados à astrofísica convencional – precisam ser detectados futuramente, a conexão entre buracos negros “não astrofísicos” e matéria escura ainda não tão clara.",
"title": "Buracos negros minúsculos já existiam logo após Big Bang? Estudo diz que sim"
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