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"publishedAt": "2026-04-10T20:11:16.000Z",
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"textContent": "\nA missão Artemis 2 representa um avanço significativo na exploração espacial ao levar astronautas a uma distância mais de mil vezes superior à que separa a Terra da ISS (Estação Espacial Internacional). No entanto, esse feito também expôs a tripulação a um dos maiores riscos fora da órbita terrestre: a radiação que existe em condições de microgravidade. Diferentemente da ISS, que ainda conta com a proteção parcial da magnetosfera terrestre, a região ao redor da Lua deixa os astronautas vulneráveis a partículas solares e raios cósmicos. “Será uma boa informação para a nossa pesquisa podermos observar o nível de radiação, mas também o tipo de radiação”, afirma Steven Platts, cientista-chefe do Programa de Pesquisa Humana da Nasa, em declaração à AFP. Para medir esses efeitos, a agência espacial dos Estados Unidos equipou a cápsula Orion com sensores especializados e coletou amostras biológicas da tripulação antes, durante e após a missão. Impactos no organismo Os estudos não se limitam à medição da radiação, mas buscam entender seus efeitos diretos no corpo humano. Amostras de sangue e saliva dos astronautas serão comparadas para identificar alterações fisiológicas, enquanto dispositivos vestíveis monitoraram sinais vitais ao longo da missão. Um dos experimentos mais inovadores envolve microchips capazes de simular funções de órgãos humanos. Nesse caso, os pesquisadores optaram por replicar a medula óssea, um tecido altamente sensível à radiação. Embora o risco de câncer seja o efeito mais conhecido, os cientistas alertam para impactos mais amplos. “Isso pode levar à inflamação no cérebro, e esse é um dos fatores que podem aumentar o risco de doença de Parkinson”, afirma Platts. Ainda assim, a curta duração da missão — cerca de 10 dias — limita os efeitos imediatos, embora operações futuras possam representar riscos mais significativos. Os especialistas destacam que o volume de dados coletados supera amplamente o de missões históricas como o programa Apollo. Saúde mental Além dos aspectos físicos, a missão também lança luz sobre os impactos psicológicos das viagens espaciais. O isolamento, a distância da Terra e o confinamento em espaços reduzidos são fatores críticos para o bem-estar da tripulação. Platts destaca a diferença de ambiente entre a ISS e a cápsula Orion: “é como passar de uma casa de seis quartos, tipo uma mansão, para uma caravana”. Segundo ele, esses fatores podem representar um dos maiores desafios para futuras missões à Lua e a Marte.",
"title": "Como a saúde dos astronautas da Artemis 2 será avaliada no retorno à Terra"
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