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Como observar a passagem da Estação Espacial Internacional no Brasil

Galileu [Unofficial] April 9, 2026
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Mesmo sem telescópios ou equipamentos sofisticados, é possível identificar a ISS (Estação Espacial Internacional) a olho nu. Basta penas saber para onde (e quando) olhar. Nos próximos dias, as condições serão particularmente favoráveis na cidade de São Paulo, onde a estrutura poderá ser vista em todas as noites entre esta quinta-feira (9) e domingo (12), cruzando o céu em passagens breves, porém intensamente luminosas. Com dimensões aproximadas de 110 metros de comprimento, 100 metros de largura e 30 metros de altura, a ISS reflete uma quantidade significativa de luz solar, o que a torna visível como um ponto brilhante em movimento no céu noturno. Mas, diferentemente de estrelas, ela se desloca rapidamente e, ao contrário de aviões, não apresenta luzes piscantes nem muda de direção. Por isso, o momento ideal para visualizar a estação ocorre em condições específicas de iluminação. É necessário que o céu esteja escuro no ponto de observação, ou seja, após o pôr do sol ou antes do nascer, enquanto a ISS ainda recebe luz solar em sua órbita. Esse contraste é o que permite que ela brilhe intensamente contra o fundo do escuro do espaço, explica o site da Nasa. Rastreio da ISS no céu A ISS pode ser confundida com uma estrela muito brilhante em movimento constante. No entanto, há características que facilitam sua identificação: Deslocamento contínuo e rápido, cruzando o céu em poucos minutos; Ausência de luzes intermitentes; Trajetória linear, sem mudanças bruscas de direção; e Brilho intenso, frequentemente superior ao de muitos planetas visíveis. Para facilitar a localização da estação por astrônomos amadores, a agência espacial dos Estados Unidos disponibiliza o aplicativo Spot the Station, que pode ser baixado tanto por aparelhos Android quanto iOS. Ele apresenta dados do horário de início da observação no fuso local, da duração da visibilidade e das direções de surgimento e desaparecimento no céu. Passagem por São Paulo No caso de São Paulo o blog Astro Viewer sugere que haverá diversas oportunidades de observação ao longo de abril. Nesta quinta-feira (9), por exemplo, a estação tornará-se visível às 18h53, permanecendo no céu por cerca de seis minutos. Durante esse intervalo, deve atingir uma altitude máxima de 65 graus, com brilho estimado em magnitude -3,0. A estação deve aparecer próxima ao horizonte noroeste, alcançar o ponto mais alto em direção sudoeste e desaparecer ao sul-sudeste. Outras oportunidades incluem: Sexta-feira (10), às 18h06, com duração de seis minutos. Surgindo a noroeste, alcançando o ponto mais alto a nordeste e desaparecendo a sudeste; Sábado (11), às 18h56, com duração de quatro minutos e meio. Surgindo a oeste, alcançando o ponto mais alto a sudoeste e desaparecendo a sul; e Domingo (12), às 18h08, com duração de seis minutos. Surgindo a noroeste, alcançando o ponto mais alto a sudoeste e desaparecendo a sudeste. Frequência das passagens A ISS completa aproximadamente 16 órbitas ao redor da Terra por dia, com inclinação orbital de 51,6 graus. Isso significa que ela pode ser visível em diferentes regiões do planeta em horários variados, embora nem todas as passagens sejam observáveis a olho nu. Mais do que um espetáculo visual, a estação representa um dos maiores projetos científicos da história. Em operação contínua há mais de 25 anos, ela funciona como um laboratório orbital onde são conduzidos experimentos impossíveis de realizar na Terra, contribuindo para avanços em diversas áreas do conhecimento. Enquanto a Estação Espacial Internacional sobrevoava o Lago Michigan a cerca de 400 quilômetros de altitude, o astronauta da NASA Don Pettit capturou esta fotografia de longa exposição das luzes da cidade riscando o céu da Terra enquanto uma aurora boreal verde e vermelha se movia pela atmosfera Nasa

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