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"textContent": "\nAinda sob o impacto do histórico sobrevoo lunar, os astronautas da missão Artemis II protagonizaram mais um feito inédito na exploração espacial ao estabelecer contato direto com a ISS (Estação Espacial Internacional) enquanto iniciavam o seu retorno à Terra, após atingir a marca de 370 mil km de distância do planeta. O episódio, que aconteceu na última terça-feira (7), marcou a primeira vez na história em que uma nave em trajetória lunar se comunicou por rádio com outra espaçonave habitada. Organizado pelo Centro de Controle de Missão em Houston, nos Estados Unidos, o diálogo reuniu todos os integrantes da Artemis II e quatro dos sete ocupantes atuais da ISS, entre eles, três astronautas da Nasa e um francês da ESA (Agência Espacial Europeia). Para o comandante da nova missão, Reid Wiseman, o momento carrega um simbolismo especial. “Estávamos esperando por isso há um tempo que vocês nem imaginam”, declarou, segundo a Associated Press. Esse encontro teve também um tom pessoal. Christina Koch, a bordo da Artemis II, reencontrou-se virtualmente com Jessica Meir, atualmente na ISS. As duas protagonizaram, em 2019, a primeira caminhada espacial totalmente feminina. “Esperava reencontrá-la no espaço, mas nunca pensei que seria assim, é incrível”, afirma Koch. Meir respondeu com entusiasmo semelhante: “Estou tão feliz por estarmos de volta ao espaço juntas, mesmo que a alguns quilômetros de distância”. Novos registros do espaço Para além do marco tecnológico, a missão segue fornecendo dados científicos relevantes. Até a tarde de terça-feira, mais de 50 gigabytes de imagens e informações já haviam sido enviados à Terra, incluindo um registro do “pôr da Terra” visto da Lua — uma imagem que remete ao icônico “nascer da Terra” capturado pela Apollo 8 em 1968. De acordo com Kelsey Young, cientista lunar chefe do controle de missão, o valor das imagens vai além do impacto visual. “Há muita ciência escondida nessas imagens. As conversas e as lições científicas aprendidas estão apenas começando”, explica à Associated Press. Ao longo da missão, os astronautas também relataram a presença de pequenos flashes de luz na superfície lunar, possivelmente causados por impactos de micrometeoritos. Os eventos coincidiram com o eclipse solar total da noite de segunda-feira (6), embora ainda seja cedo para determinar sua origem exata. Próximos passos Primeiros humanos a viajarem tão longe desde a Apollo 17, em 1972, os astronautas da Artemis II devem concluir a missão com um pouso no oceano próximo à costa de San Diego, previsto para sexta-feira (10), encerrando um voo de teste de quase dez dias. O navio de recuperação USS John P. Murtha já tem se deslocado para a área de resgate, inclusive. Apesar do sucesso geral, a missão não esteve livre de contratempos. Problemas no sistema sanitário da cápsula Orion obrigaram a tripulação a recorrer a um sistema alternativo. O administrador da Nasa, Jared Isaacman, reconheceu a necessidade de ajustes: “Definitivamente precisamos consertar alguns problemas no sistema hidráulico antes da próxima missão Artemis”. Mesmo com essas falhas, Isaacman avaliou o desempenho como positivo, ressaltando que a etapa mais crítica ainda está por vir, com a reentrada na atmosfera terrestre. “Ficarei mais tranquilo quando terminarmos a reentrada e todos estiverem com os paraquedas acionados e na água”, observa. Vale ressaltar que a missão Artemis II representa um passo decisivo na retomada da exploração humana do espaço profundo. Seus resultados pavimentam o caminho para as próximas etapas do programa, incluindo a Artemis III e IV, que pretendem levar astronautas novamente à superfície lunar — desta vez, com foco no polo sul do satélite natural.",
"title": "Astronautas da Artemis II fazem chamada de vídeo com a ISS"
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