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Imagens mostram detalhes de geoglifos do Acre; veja fotos

Galileu [Unofficial] April 7, 2026
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Já ouviu falar dos geoglifos? São grandes desenhos ou formas geométricas feitos no solo e que podem ser vistos em elevadas alturas devido ao tamanho das figuras. As linhas de Nazca, no Peru, é provavelmente o exemplo mais famoso de geoglifos da América do Sul. Porém, o estado do Acre abriga uma uma coleção com mais de mil desses registros em solo amazônico. Escavados na terra, os geoglifos do Acre fazem parte de sítios arqueológicos, sendo alguns deles tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Além de marcarem ambientes sagrados para certos povos indígenas, os geoglifos atraem turistas pelo mistério por trás da criação desses símbolos. Novas fotos dos desenhos foram feitas mostrando em suas totais dimensões. As imagens foram geradas pela SCCON Geospatial, empresa brasileira de tecnologia geoespacial, ​​usando as imagens diárias captadas pelos satélites de monitoramento da Planet, empresa norte-americana de satélites. Confira na galeria abaixo: Geoglifos do Acre por imagens via satélites Relevância arqueológica e riscos de preservação Estudos arqueológicos ainda tentam entender quando, como e por qual razão os geoglifos do Acres foram feitos. Com pesquisas do Iphan sendo realizadas desde a década de 1970, o instituto afirma que compreender a história deles é importante para entender como ocorreu o processo de ocupação e povoamento da Amazônia milênios atrás. Mesmo estando na Lista Indicativa para Patrimônio Mundial da UNESCO por iniciativa do Iphan, as figuras escavadas em terra sofrem danos devido a investimentos agrícolas na região. Em março, o G1 AC reportou que as intervenções ocorreram nos geoglifos Missões e Nakahara 73, em Senador Guiomard, para a preparação de solo para uma plantação de soja. O Ministério Público Federal (MPF) fez um acordo com o Iphan para reparar os danos causados nas estruturas originais dos desenhos. Leia mais notícias: Esse não foi o primeiro caso de tentativa de alteração do patrimônio histórico da região. Em 2020, o Iphan acionou a Justiça Federal após descobrir que sítios arqueológicos com três geoglifos haviam sido aterrados durante um processo de plantio de grãos. Diante de denúncias de risco de danos irreversíveis a geoglifos e terras indígenas, a Justiça Federal suspendeu, em 2025, a resolução do Conselho Estadual do Meio Ambiente (Cemaf) e a portaria 211/2024 do Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac) que dispensava a necessidade de um licenciamento ambiental para atividades agropecuárias em áreas rurais consolidadas.

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