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A história por trás do mascote fofo da missão Artemis II

Galileu [Unofficial] March 30, 2026
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Não é mentira: a partir do dia 1º de abril, a humanidade pode se preparar para receber as informações mais recentes sobre a Lua. Isso porque a NASA (Agência Espacial dos EUA) anunciou que os astronautas da missão Artemis II estão nos preparativos finais para a sua viagem ao redor do satélite. Os quatro tripulantes não estarão sozinhos na empreitada, e contarão com a companhia do simpático boneco de pelúcia que você vê na foto acima. Desde sexta-feira (27), os viajantes se concentram no Centro Espacial Kennedy, na Flórida, Estados Unidos. Foi lá que Reid Wiseman, comandante da Artemis II, apresentou “Rise”, o adorável mascote eleito para ser o indicador de gravidade zero da missão. Trata-se de um objeto que será suspenso por uma corda dentro da nave espacial de maneira que, quando a equipe entrar na zona espacial de gravidade zero, ele começará a flutuar. Fofo, não? Sem o mascote, é difícil que os tripulantes tenham certeza quando estão em uma região sem gravidade. Quando o brinquedo começa a flutuar, os astronautas estão presos em seus assentos, dependentes das imagens das câmeras das cabines, tornando o quinto tripulante a figura ideal para fazer essa indicação. A chegada de Rise O concurso Moon Mascot: NASA Artemis II ZGI Design Challenge, que ocorreu entre os meses de março e junho de 2025, recebeu mais de 2.600 propostas enviadas por mais de 50 países. Em 15 de agosto, a NASA divulgou a lista dos 25 finalistas da competição, e Rise estava entre os favoritos ao título. Da esquerda para a direita: o especialista da missão Artemis II, Jeremy Hansen, da CSA (Agência Espacial Canadense), a especialista da missão Christina Koch, o mascote Rise, o comandante Reid Wiseman e o piloto Victor Glover Kim Shiflett/NASA Oriundos de vários países – como Canadá, Peru e Finlândia – os designs vencedores variavam desde representações de animais antropomorfizados e criaturas mitológicas até homenagens à história da NASA na exploração espacial, que acabou se tornando a temática central do mascote escolhido. Lucas Ye, aluno da segunda série do ensino fundamental do estado da Califórnia, nos EUA, inspirou-se na histórica cena do nascer da Terra, capturada durante a missão Apollo 8, em 1968, na criação de Rise. Não à toa, a pequena bola de pelúcia usa um boné de beisebol com tema planetário, que poderá se tornar uma tendência na confecção de outros personagens quando os tripulantes retornarem à Terra. Mas além do estilo, o personagem precisou se enquadrar em alguns critérios específicos, como caber em uma caixa de 15,25 cm², pesar até 0,34 Kg e ter sido confeccionado com materiais específicos, como linha Nomex, pele sintética, tecido Beta, Kevlar, vinil, Kapton/VDA e enchimento de polipropileno. Rise também não inovou quanto à sua responsabilidade de indicador. Em 1961, o soviético Yuri Gagarin se tornou o primeiro ser humano a viajar para o espaço em um voo tripulado. Na nave, o astronauta contou com a companhia de uma pequena boneca, com o objetivo de vê-la flutuar em gravidade zero. Desde então, brinquedos são por vezes levados ao espaço para servirem como indicadores. O mais recente deles tinha sido uma pelúcia do personagem Snoopy, que se tornou o único habitante da missão não tripulada Artemis I, em 2022. Agora, quem ganhará o espaço – e a Lua – será o adorável Rise.

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