Brasil ganha destaque positivo em relatório da ONU sobre subnutrição
Galileu [Unofficial]
March 22, 2026
Boas notícias integram o mais recente relatório da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) sobre segurança alimentar e nutricional na América Latina e o no Caribe. A começar pelo fato de que a subnutrição diminuiu pelo quarto ano consecutivo. De acordo com o estudo, 5,1% da população enfrentou o problema em 2024 na região. Essa soma chegou a 6,1% em 2020. Isso significa que 6,2 milhões de pessoas latinas e caribenhas deixaram de enfrentar a fome. No recorte da América do Sul, esse índice é de 3,8%. E o Brasil ganhou destaque positivo no levantamento. Segundo a FAO, apenas quatro países na região registraram prevalência de fome inferior a 2,5%: Brasil, Costa Rica, Guiana e Uruguai. Chile e México se aproximam dessa marca e somente outros cinco países também têm taxas abaixo de 5% – Argentina, Barbados, Colômbia, Dominica e República Dominicana. Apesar da diminuição, 33 milhões de pessoas ainda enfrentam a fome na região. A FAO destaca que o Haiti é o país com o cenário mais crítico. O índice de subnutrição foi de 54,2% entre 2022 e 2024. O relatório também traz dados sobre insegurança alimentar. Em 2024, a insegurança alimentar moderada ou grave afetou 25,2% das pessoas na América Latina e no Caribe. Essa taxa é de 28% ao redor do mundo e era de 33,7% na região em 2020. O problema atinge mais mulheres do que homens, de acordo com a FAO. “A região conseguiu reduzir a prevalência de fome e de insegurança alimentar, mas persistem desigualdades significativas no acesso e na acessibilidade econômica a alimentos e dietas saudáveis. Além disso, precisamos enfrentar, por meio de uma abordagem abrangente e intersetorial, os níveis crescentes de sobrepeso e obesidade”, aponta Rene Orellana Halkyer, diretor-geral assistente e representante regional da FAO, em um comunicado da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS).
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