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"publishedAt": "2026-03-19T22:46:41.000Z",
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"textContent": "\nPublicado nesta quinta-feira (19) na revista JAMA Network Open, um novo estudo descobriu que quando a “idade cerebral” de uma pessoa excede a sua idade biológica, os riscos de desenvolver demência são maiores. Os pesquisadores descobriram que um aumento de 10 anos na idade do cérebro corresponde a um aumento de quase 40% para doenças neurodegenerativas. Em um período de 3,5 a 17 anos, a equipe de cientistas utilizou um modelo de machine learning que integra 13 características microestruturais das ondas cerebrais a partir de registros de eletroencefalograma (EEG) durante o sono. Foram obtidos dados de aproximadamente sete mil participantes saudáveis, com idades entre 40 e 94 anos. Passados os anos e os testes, foi constatado que mil deles desenvolveram algum tipo de demência. Essa “idade cerebral”, de acordo com Yue Leng, da Universidade da Califórnia em São Francisco (UCSF), é calculada a partir das ondas cerebrais durante o sono. “Sabemos que a atividade cerebral durante o sono fornece uma janela mensurável de quão bem o cérebro está envelhecendo”, afirmou, em comunicado. Qual é a relação entre sono e “idade cerebral”? A análise de padrões detalhados nas ondas cerebrais durante o sono forneceu aos pesquisadores informações que as métricas convencionais geralmente não conseguem captar. Não à toa, estudos feitos anteriormente não encontraram ligações significativas entre o risco de se desenvolver demência e as medidas tradicionais do sono. Na nova pesquisa, por outro lado, a natureza multidimensional e a complexidade por trás da fisiologia do sono já foram melhor consideradas. A exemplo, os pesquisadores tinham o conhecimento de que vários padrões de EEG durante o sono contribuem para o envelhecimento cerebral e desempenham funções importantes em prol da saúde cerebral e da memória. Entre as descobertas mais surpreendentes, os cientistas destacaram que os picos repentinos e acentuados observados no EEG – conhecidos como curtose – estão associados a um menor risco de demência. Já que os sinais de EEG durante o sono podem ser coletados sem procedimentos invasivos ao corpo humano, os pesquisadores afirmaram que a idade cerebral poderia ser indicada precocemente. Dessa maneira, seria possível detectar o risco de demência em ambientes não clínicos e iniciar tratamentos com antecedência. Como a idade do cérebro segue métricas relacionadas ao sono, os resultados também levantam como possibilidade de que a melhoria da qualidade do sono possa influenciar o envelhecimento deste órgão. Em outros estudos, foi revelado que, de fato, o tratamento de distúrbios do sono pode alterar os padrões de ondas cerebrais. “Não existe uma pílula mágica para melhorar a saúde cerebral”, contou Haoqi Sun, do Beth Israel Deaconess Medical Center. “[Mas] uma melhor gestão corporal, como a redução do índice de massa corporal e o aumento da atividade física para diminuir a probabilidade de apneia, pode ter um impacto”.",
"title": "Seu cérebro envelhece mais rápido do que você? Qualidade do sono pode influenciar"
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