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"publishedAt": "2026-03-19T23:34:49.000Z",
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"textContent": "\nSegundo a NASA, existem mais de 6 mil exoplanetas – planetas localizados fora do nosso sistema solar – conhecidos, número alcançado através de décadas de pesquisas. Dentre esses planetas, só alguns possuem condições estáveis para abrigar vida. Muitos dos fatores que possibilitariam a presença de vida extraterrestre estão relacionados ao fato de que boa parte desses mundos se localizam nas zonas habitáveis de seus sistemas. É uma região que não é nem tão próxima e nem tão distante da estrela hospedeira, estabelecendo temperaturas e condições climáticas favoráveis para a vida. A zona habitável também apresenta planetas com maior probabilidade de ter água em sua superfície, substância essencial à sobrevivência de seres vivos da forma como conhecemos. Utilizando novos dados disponíveis da missão Gaia da Agência Espacial Europeia (ESA) e do Arquivo de Exoplanetas da NASA, uma equipe de pesquisadores da Universidade Cornell, nos EUA, elencou 45 planetas com característica rochosa que têm maior probabilidade de ser habitáveis. Os resultados foram publicados hoje no periódico científico Monthly Notices of the Royal Astronomical Society. O estudo elenca tanto 45 exoplanetas em zonas habitáveis quanto descreve outros 24 em tipo de zona mais restrita – que, segundo comunicado, considera-se estimativas mais conservadoras sobre o quanto de calor esses planetas podem receber até serem inabitáveis. Veja abaixo uma mapa projetado pelos cientistas sobre os possíveis planetas habitáveis analisados no estudo: Diagrama representando os limites da zona habitável em função do tipo de estrela com exoplanetas rochosos Gillis Lowry, Pablo Carlos Budassi/Monthly Notices of the Royal Astronomical Society Limites das zonas habitáveis Entre os os planetas no “topo do ranking” com potencial vida extraterrestre, estão TRAPPIST-1 d, e, f e g, que estão a 40 anos-luz da Terra, bem como LHS 1140 b, a 48 anos-luz de distância. Especificamente TRAPPIST-1 e e certos exoplanetas descobertos pelo Telescópio Espacial Kepler – Kepler-1652 b, Kepler-442 b, Kepler-1544 b – se destacam por recebem luz de suas estrelas de forma semelhante à luz que a Terra recebe do Sol. Representação artística de como o sistema planetário TRAPPIST-1 pode ser, apresentando os exoplanetas TRAPPIST-1 a, b, c, d, e, f, g e h a partir de informações de seus diâmetros, massas distâncias dos planetas à estrela hospedeira NASA/JPL-Caltech Um dos objetivos mais almejados pelos cientistas ao estipular quais são os planetas candidatos a abrigar é definir de forma mais precisa os limites de zonas habitáveis. Lisa Kaltenegger, astrônoma e uma das autoras do estudo, explica que o conceito já é trabalho desde a década de 1970, e que novas observações são necessárias para ajustes. \"Sabemos que a Terra é habitável, enquanto Vênus e Marte não são. Podemos usar nosso sistema solar como referência para buscar exoplanetas que recebem energia estelar entre a que Vênus e Marte recebem. Observar esses planetas pode nos ajudar a entender quando a habitabilidade se perde, quanta energia é demais e quais planetas permanecem habitáveis – ou talvez nunca tenham sido\", descreve Abigail Bohl, coautora do estudo, em comunicado. Leia mais notícias: Recebimento de calor da estrela hospedeira, presença de atmosferas e nível da excentricidade orbital foram alguns dos parâmetros de análises utilizados pelos cientistas para refinar os limites do que pode ser ou não um planeta habitável. A lista por eles criada servirá de guia para os astrônomos que estudam o céu noturno com telescópios já em funcionamento, como o próprio Telescópio Espacial James Webb, e outros ainda em construção previstos para as próximas décadas.",
"title": "Onde procurar por traços de vida no espaço? Estudo elenca 45 planetas candidatos"
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