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  "textContent": "\nUma pesquisa que entrevistou mais de mil brasileiras, de todas as partes do país, indica que 9 em cada 10 delas já sentiu vergonha do próprio corpo. O levantamento inédito do Grupo Boticário, em parceria com On The Go Consumer Insights, foi divulgado no último domingo (8), Dia Internacional da Mulher. Entre as entrevistadas, 60% afirmam sentir vergonha da própria idade. Para 78,7% delas, esse sentimento é descrito como um “peso”. Quando convidadas a traduzi-lo em metáforas, muitas disseram que, se a vergonha fosse um peso físico, ela “cansa”, “impede” ou “atrasa” suas vidas. O levantamento também revela que mais de 70% das mulheres reconhecem carregar vergonhas que nunca deveriam existir – como com a aparência –, enquanto 73,5% dizem ter aprendido a conviver com desconfortos sem explicação. Os números são mais um exemplo concreto de como, socialmente, as mulheres estão mais suscetíveis às pressões sociais e estéticas. O sentimento de vergonha, ao longo de toda a vida, influencia comportamentos e decisões que, por vezes, podem ser nocivos ao bem-estar pessoal e profissional da mulher. A discussão ganha ainda mais relevância diante do cenário constante de feminicídios no país. Em 2025, o Brasil registrou 1.470 mortes de mulheres em decorrência de episódios graves de violência de gênero, segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública. Uma plataforma amiga Para orientar a sociedade sobre como agir e enfrentar a violência contra a mulher, seja ela inferida de maneira física ou verbal, durante todo o mês de março, o Grupo Boticário lançará um canal exclusivo no WhatsApp, nomeado “Precisamos Falar”. Os membros do canal receberão uma série de conteúdos acessíveis e com alto rigor técnico reunindo a comunidade médica, advogados e psicólogos. Dúvidas reais e reflexões serão compartilhadas de forma a incentivar a participação tanto de mulheres quanto de homens – colocando estes como aliados na luta contra a violência de gênero. A ginecologista Dra. Maria Mariana e o pediatra e ativista pela infância Dr. Daniel Becker estão entre os especialistas que participam do canal, com conteúdos exclusivos sobre a normalização da dor feminina e sobre educação e parentalidade voltadas à formação de consciência social desde a primeira infância. Psicólogas e advogadas também compartilharão materiais instrutivos sobre acolhimento, abordagem e educação de crianças em relação à temática da violência contra a mulher, além de orientações sobre a Lei Maria da Penha e os direitos femininos. Ao final do mês, todo o conteúdo será reunido em uma cartilha digital, que ficará disponível no site: https://www.grupoboticario.com.br/precisamos-falar/ Renata Gomide, CMO do Grupo Boticário, reforça que a comunicação é uma importante ferramenta de mudança e inclusão social nestes casos. “Quando usamos nossa força de comunicação para trazer à tona temas urgentes, inclusive dados sensíveis e muitas vezes desconfortáveis, como a violência contra a mulher, estamos assumindo uma responsabilidade que vai além do papel tradicional de uma empresa\", afirma. \"Mais do que falar sobre o tema, a iniciativa convida toda a sociedade a participar da transformação, para orientar, esclarecer e mobilizar a sociedade\". Campanha com Fernanda Lima A apresentadora Fernanda Lima é porta-voz da iniciativa e protagonizou um curta-metragem produzido pela Untitled especialmente para a campanha, idealizada pela Agência GUT. A narrativa revela desde a dimensão do sentimento de vergonha que acomete diferentes mulheres brasileiras até a gravidade do cenário de violência de gênero que ocorre cotidianamente no país. Veja no vídeo a seguir: “Nós [mulheres] crescemos aprendendo a sentir vergonha de muitas coisas que fazem parte das nossas vidas. Mas quando olhamos para a realidade da violência contra a mulher, fica claro que o que precisa mudar não é o corpo feminino, e sim a cultura que ainda normaliza o desrespeito”, disse Lima. Para ela, a transformação deve começar pela educação de crianças e seguir constante durante a adolescência até a vida adulta, para que mulheres e homens saibam agir frente à situações de pressões e agressões sociais. \"Ao mesmo tempo, é fundamental que as mulheres tenham cada vez mais acesso à informação para se fortalecer e se apoiar”, destaca.",
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