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"publishedAt": "2026-02-27T16:26:40.000Z",
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"textContent": "\nUm estudo liderado por pesquisadores da Universidade de Oxford, no Reino Unido, em parceria com outras instituições internacionais, reforça a hipótese de que dietas baseadas em vegetais podem estar associadas a menor incidência de determinados tumores. Publicado nesta sexta-feira (27) no British Journal of Cancer, o estudo analisou dados de mais de 1,8 milhão de pessoas acompanhadas por cerca de 16 anos, e identificou redução significativa do risco para cinco tipos de câncer entre vegetarianos. Como a pesquisa foi feita Para chegar aos seus resultados, a análise combinou grandes estudos realizados principalmente no Reino Unido e nos Estados Unidos. Em pesquisas que acompanham voluntários por vários anos, os participantes geralmente informaram seus hábitos alimentares no início da investigação e foram acompanhados ao longo dos anos para verificar a ocorrência de câncer. A amostra consolidada incluiu: 1,64 milhão de consumidores regulares de carne; 57.016 pessoas que consumiam apenas aves (sem carne vermelha); 42.910 pescatarianos (ingestão de peixes e mariscos); 63.147 vegetarianos; 8.849 veganos Os participantes foram acompanhados por, em média, 16 anos. Durante esse período, os pesquisadores registraram diagnósticos de 17 tipos de câncer, incluindo tumores nos sistemas gastrointestinal, urinário, reprodutivo, pulmonar e hematológico. Para estimar o risco relativo em comparação de consumidores regulares de carne com vegetarianos, os pesquisadores utilizaram modelos estatísticos multivariados, ajustando para possíveis fatores de confusão, como idade, sexo, índice de massa corporal (IMC), tabagismo e outras variáveis demográficas e comportamentais. Principais resultados Ante consumidores regulares de carne, os vegetarianos apresentaram: 21% menor risco de câncer de pâncreas; 12% menor risco de câncer de próstata; 9% menor risco de câncer de mama; 28% menor risco de câncer de rim; e 31% menor risco de mieloma múltiplo. Os dados sugerem uma associação protetora consistente para esses cinco tipos de câncer. No entanto, vale destacar que, como se trata de estudo observacional, não é possível estabelecer relação direta de causa e efeito. A carne é o fator decisivo? Uma das questões centrais levantadas pela pesquisa é se o efeito observado decorre da ausência de carne ou da maior presença de alimentos vegetais na dieta. O professor Tim Key, coautor do estudo, afirma à BBC News que, em sua avaliação, é mais provável que as diferenças estejam relacionadas ao consumo de carne em si do que simplesmente ao fato de vegetarianos adotarem hábitos mais saudáveis. Ele reconhece, porém, que essa hipótese não foi testada diretamente. Já existe consenso científico sobre a associação entre carnes processadas e aumento do risco de câncer colorretal. No entanto, nesta análise específica, não foi observada redução significativa desse tipo de tumor entre vegetarianos. Apesar das vantagens aparentes da dieta, o estudo também identificou possíveis riscos aumentados. Vegetarianos apresentaram quase o dobro do risco do tipo mais comum de câncer de esôfago em comparação com consumidores de carne. Além disso, como destaca o jornal The Guardian, veganos tiveram risco 40% maior de câncer colorretal. Uma das hipóteses discutidas pelos pesquisadores é a ingestão média insuficiente de cálcio e possíveis deficiências de vitaminas do complexo B. Esses achados reforçam que dietas restritivas, quando não planejadas adequadamente, podem resultar em carências nutricionais. Cautela com os resultados Por mais metodologicamente robusto que o trabalho seja, o estudo ainda não traz conclusões definitivas. Mais pesquisas são necessárias para confirmar as hipóteses levantadas – é especialmente importante considerar nas análises recortes populacionais mais diversos, como pessoas de fora do Hemisfério Norte. Os próprios autores reconhecem essas limitações. No artigo, eles destacam que muitos participantes foram recrutados nas décadas de 1990 e 2000, período anterior à popularização de alimentos vegetais fortificados com cálcio e outros nutrientes. Isso pode influenciar futuras análises. De qualquer forma, os pesquisadores defendem que o projeto serve para discutir a adoção de um padrão alimentar saudável. Mais importante do que apenas eliminar a carne, a mensagem que fica é em prol do alinhamento às recomendações de saúde pública, que incluem reduzir carnes vermelhas e processadas, priorizar alimentos in natura e manter o equilíbrio nutricional.",
"title": "Dieta vegetariana está ligada a menor risco destes 5 tipos de câncer, sugere estudo"
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