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Telescópio James Webb investiga nebulosa que lembra crânio exposto; imagens

Galileu [Unofficial] February 26, 2026
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Da mesma forma que vemos desenhos nas nuvens, os astrônomos enxergam formas criativas em corpos celestes localizados a muitos anos-luz de nós. A Nebulosa Olho de Gato e a Nebulosa da Gaivota são alguns exemplos nessa linha. E uma nova observação do Telescópio Espacial James Webb registrou novos detalhes da nebulosa PMR 1, apelidada “Nebulosa Crânio Exposto”. O nome não é por acaso. Localizada a cerca de 5 mil anos-luz da Terra, na constelação de Vela, a PMR 1 é uma nuvem de gás e poeira que se assemelha muito a um cérebro dentro de um crânio transparente. Em seu centro, está uma estrela em fim de vida. Como destaca o site Space.com, jatos polares de gás ionizado da estrela moribunda podem ser os responsáveis pela fenda no meio da nebulosa, que parece dividir o “cérebro espacial” e os lobos esquerdo e direito. Confira as imagens: Comparação das imagens que utilizaram tanto a NIRCam (Câmera de Infravermelho Próximo) quanto o MIRI (Instrumento de Infravermelho Médio) para desvendar detalhes da nebulosa NASA, ESA, CSA, STScI/NASA A Nebulosa Crânio Exposto foi descoberta na década de 1990 e já havia sido capturada por um antecessor do Telescópio James Webb há mais de uma década: o Telescópio Espacial Spitzer da NASA. Só que o avanço tecnológico do mais recente telescópio espacial – associado tanto à NIRCam (Câmera de Infravermelho Próximo) quanto o MIRI (Instrumento de Infravermelho Médio) – realça detalhes da nebulosa antes não vistos. “A resolução do Webb mostra que essa fenda pode estar relacionada a uma explosão ou fluxo de saída da estrela central, que tipicamente ocorre quando jatos gêmeos irrompem em direções opostas. A evidência disso é particularmente notável no topo da nebulosa na imagem do MIRI do Webb [à direita], onde parece que o gás interno está sendo ejetado para fora”, diz comunicado da NASA. Espetáculo no fim da vida Saber que a estrela no centro da PMR 1 está em processo de morte é importante para entender como a nebulosa adquiriu esse formato cerebral. Quando foi descoberta, os cientistas sugeriram que se tratava de uma estrela Wolf-Rayet, um tipo tão massivo e instável de estrela que expele sua massa por jatos de radiação potentes. Leia mais notícias: Isso faz com que uma nebulosa se crie antes mesmo da explosão mortal da estrela, criando essa condição que observamos pelo registro do James Webb. Porém, essa teoria nunca chegou a ser confirmada, de forma que a Nebulosa Crânio Exposto pode apenas ser uma nebulosa planetária comum com uma estrela em fase de gigante vermelha ejetando ventos estelares. “O Webb capturou um momento no declínio dessa estrela. O que acontecerá em última instância dependerá da massa da estrela, que ainda precisa ser determinada. Se for massiva o suficiente, explodirá em uma supernova. Uma estrela menos massiva, semelhante ao Sol, continuará a expelir camadas até que reste apenas seu núcleo como uma anã branca densa, que esfriará ao longo de eras”, explica o comunicado.

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