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Nova pílula para emagrecimento pode ter eficácia maior que Mounjaro, indicam resultados

Galileu [Unofficial] February 26, 2026
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A febre das canetas emagrecedoras faz com que a indústria redobrasse os investimentos em pesquisa para criar produtos ainda mais eficazes - e menos invasivos. Em mais um avanço recente, a farmacêutica Eli Lilly divulgou, nesta quinta-feira (26), dados sobre seu mais novo medicamento experimental para perda de peso, o orforglipron. O medicamento pode abrir caminho como uma alternativa não injetável melhor em relação ao Mounjaro, também fabricado pela Eli Lilly. Assim como o Mounjaro, o orforglipron atua nos receptores GLP-1 – um hormônio natural que regula a glicose, estimula a insulina e aumenta a saciedade ao retardar o esvaziamento gástrico. A sua atuação no organismo é semelhante a da semaglutida oral, também utilizada para o tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade, com a diferença de que o orforglipron não precisa ser ingerido em jejum. Outra diferença é a sua distribuição: o orforglipron ainda não é um medicamento aprovado pelos órgãos reguladores dos Estados Unidos, país de origem da Eli Lilly. Por enquanto, a semaglutida continua a ser o único medicamento GLP-1 disponível tanto em comprimidos quanto em injeções no país. Especialistas acreditam que, caso o novo medicamento seja aprovado, será mais simples transportar e armazenar os comprimidos. Essa possibilidade de mudança na logística também afetaria o bolso dos pacientes, uma vez que baratearia os custos de produção. Primeiros dados sobre o orforglipron Financiado pela Eli Lilly, o estudo Achieve-3 analisou mais de 1.500 adultos com diabetes tipo 2 em 131 centros de pesquisa médica e hospitais na Argentina, China, Japão, México e Estados Unidos. Ao longo de um ano, os pacientes voluntários receberam 12 mg ou 36 mg de orforglipron, ou 7 mg ou 14 mg de semaglutida oral. Em entrevista à Reuters, Kenneth Custer, presidente da Eli Lilly, declarou: “acreditamos que o perfil completo do medicamento representa uma troca vantajosa para os pacientes, pois eles obtêm melhor controle glicêmico e maior perda de peso, além de não haver restrição quanto à dosagem com alimentos e água”. Os resultados já revelaram o potencial do orforglipron em comparação à semaglutida oral: pacientes com diabetes e que tomaram 36 mg perderam, em média, de 6 a 8% do seu peso corporal com o orforglipron, enquanto com a semaglutida a perda ficou em torno de 4 a 5%. Quanto aos níveis médios de açúcar no sangue, os participantes que ingeriram o novo medicamento apresentaram uma redução de 2,2% contra o 1,4% da semaglutida. Em contrapartida, 58% dos voluntários que receberam a dose de 36 mg do orforglipron relataram efeitos colaterais leves e moderados, incluindo náuseas, diarreia e vômitos. Esse dado se refletiu na taxa de descontinuidade do tratamento, que atingiu a marca de 10% de desistências. Quanto à ingestão de 14 mg de semaglutida, os resultados foram um pouco melhores: 45% dos voluntários apresentaram efeitos colaterais e a interrupção dos testes de tratamento chegou a marca de apenas 5%. Aqueles que receberam orforglipron também relataram um aumento médio na frequência cardíaca, o que reforça a necessidade de se comprovar a eficácia do fármaco a longo prazo e não apenas durante o período de um ano. Também é aconselhado que outros recortes sejam feitos pelos próximos estudos, como analisar a aplicabilidade do novo medicamento para além de pacientes com diabetes do tipo 2.

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