{
  "$type": "site.standard.document",
  "bskyPostRef": {
    "cid": "bafyreif2idwc3jad7xpkadb5r4musdjz7fx2dkyjrd43vzdkjuvqotczti",
    "uri": "at://did:plc:q5xux2nkhg7d6ywwbe36ocxq/app.bsky.feed.post/3mesxnbj3so52"
  },
  "coverImage": {
    "$type": "blob",
    "ref": {
      "$link": "bafkreibwhaemhif5g3onumhm4s3gmpvvaudh23p77vvayh5cegpgvub6ay"
    },
    "mimeType": "image/jpeg",
    "size": 112665
  },
  "path": "/ciencia/meio-ambiente/noticia/2026/02/por-que-o-tratamento-antipulgas-do-seu-caozinho-faz-mal-ao-planeta-segundo-este-estudo.ghtml",
  "publishedAt": "2026-02-13T15:23:43.000Z",
  "site": "https://revistagalileu.globo.com",
  "tags": [
    "galileu"
  ],
  "textContent": "\nQuem tem cachorro ou gato sabe: cuidar de um pet vai muito além de dar carinho. Entram nessa conta alimentação, vacina, gastos com veterinário, e, claro, o famoso comprimido antipulgas que resolve o problema por semanas. O que muita gente não sabe é que o efeito do medicamento não termina no organismo do animal e pode continuar na natureza por um bom tempo. Um estudo assinado por pesquisadores da VetAgro Sup, centro de pesquisa em Veterinária da França, investigou o tema. Segundo a equipe nota em um artigo publicado em 14 de janeiro na revista científica Environmental Toxicology and Chemistry, medicamentos veterinários modernos podem trazer um risco ambiental, afetando insetos essenciais para o ecossistema. A pesquisa teve como foco as isoxazolinas, uma classe de antiparasitários utilizados para o tratamento de animais de estimação contra pulgas, carrapatos e ácaros, famosos por sua ação prolongada. Os pesquisadores identificaram que parte dessas substâncias é eliminada ainda ativa nas fezes, urina e até em pelos que caem do animal. As isoxazolinas atacam o sistema nervoso de parasitas, levando à paralisia e morte. Para proteger o animal, elas são formuladas para não se degradarem facilmente. Isso faz com que continuem ativas mesmo após serem excretadas. Quando resíduos do medicamento chegam ao ambiente, insetos entram em contato com as substâncias. Entre os animais afetados estão espécies como moscas, besouros rola-bosta e algumas borboletas — animais importantes para a decomposição de matéria orgânica, controle de pragas e fertilidade do solo. Problema persistente O estudo feito pelos cientistas da VetAgro Sup analisou 20 cães e 20 gatos, e encontrou duas das quatro substâncias ativas desse tipo de antiparasitário nas fezes dos animais. Como nota o comunicado, o problema persistiu mesmo depois do tempo de proteção indicado pelo tratamento. Os autores ressaltam que os resultados indicam um risco ecológico potencial, mas não significa que donos devam parar de tratar seus bichinhos. Parasitas podem transmitir doenças graves aos pets e, em alguns casos, também aos humanos. Segundo os pesquisadores, os resultados indicam a necessidade de entender melhor o destino ambiental desses medicamentos e reduzir possíveis impactos sobre espécies que não são o alvo dos tratamentos.",
  "title": "Por que o tratamento antipulgas do seu cãozinho faz mal ao planeta, segundo este estudo"
}