Arcebispo filipino pede que a festa do Santo Niño rejeite patrocinadores ligados a jogos de azar
Cebu (Agência Fides) – A grande festa do Santo Niño, que vai até 18 de janeiro na Arquidiocese de Cebu, não deveria aceitar patrocínios ou doações de entidades ligadas a jogos de azar. Este foi o apelo público feito pelo Arcebispo de Cebu, Alberto Uy, que pediu aos organizadores do solene Sinulog Festival – o grande festival cultural e cívico que acompanha a celebração religiosa – que rejeitem contribuições de estabelecimentos de jogos de azar que veem as grandes multidões como uma mera oportunidade de lucro.
“Meu apelo é simples, mas vem do coração: que o Sinulog continue sendo uma festa que realmente reflita a alegria, a pureza e a luz do Menino Jesus. Podemos honrá-lo não apenas com nossas danças, orações e celebrações, mas também por meio das decisões morais que tomamos na organização deste evento sagrado”,
declarou o Arcebispo Uy. Ele acrescentou que os organizadores do festival devem escolher colaboradores “coerentes com os valores da fé, da família, da cultura e da comunidade”. “Existem muitas instituições, tanto públicas quanto privadas, que podem e querem apoiar a festa sem comprometer seu caráter moral”, enfatizou.
O Bispo Uy lembrou a todos que a festa do Santo Niño é, acima de tudo, uma celebração religiosa e espiritual, e apenas secundariamente um evento cultural e turístico. “A Igreja”, destacou, “incentiva as famílias a abandonar hábitos destrutivos como o jogo”, e, por isto, deseja que “as celebrações sagradas não sejam bancadas por entidades ligadas a esse tipo de prática”. E acrescentou que os estabelecimentos de jogos de azar “são ambientes que podem levar ao vício, à desestruturação familiar, a perdas financeiras e à confusão moral”.
A imagem é da Agência Fides
Em um evento popular marcado por shows, festas de rua e apresentações, a prática do jogo também está presente, um grave problema social nas Filipinas. Segundo dados oficiais publicados em 2025 pela Philippine Amusement and Gaming Corporation (Pagcor), cerca de 32 milhões de filipinos — aproximadamente metade dos 60 milhões de adultos do país — jogam regularmente. O governo registrou um aumento de quase 200% em comparação com os 8,2 milhões de jogadores registrados no ano anterior, impulsionado principalmente pelos jogos de azar online.
Bispos, comunidades católicas e associações têm denunciado repetidamente os efeitos devastadores do jogo e lançado iniciativas e programas de reabilitação para combater essa forma de vício.
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