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Sete pessoas são presas em operação da PF, incluindo secretária de empresário sancionado pelos EUA

CBN | As principais notícias do Brasil e do Mundo [Unofficial] July 3, 2026
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Sete pessoas foram presas na operação da Polícia Federal que mira uma organização suspeita de lavar dinheiro do tráfico internacional de drogas. A PF identificou movimentações acima de 10 bilhões e 400 milhões de reais. O principal alvo é o empresário Vitor Shimada, que está foragido. A Polícia Federal afirma que ele está no Brasil. Nesta semana, ele foi alvo de sanções dos Estados Unidos por suposta ligação com o Primeiro Comando da Capital. Ele é apontado como um elo entre integrantes do PCC na Flórida e traficantes internacionais, além de ser acusado de lavar mais de 30 milhões de dólares em recursos ilícitos. No Brasil, o nome de Shimada também aparece na investigação sobre supostos desvios no contrato de patrocínio entre Corinthians e VaideBet. Segundo a PF, a investigação começou em março, em parceria com autoridades norte-americanas. Em junho, a Justiça autorizou os mandados de prisão e de busca e apreensão. Segundo o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, a operação foi antecipada porque o anúncio das sanções pelos Estados Unidos pode ter servido de alerta aos investigados no Brasil. Andrei avaliou que os norte-americanos podem ter prejudicado a operação desta sexta-feira, porque a PF ainda avaliava o melhor momento para cumprir os mandados. Em entrevista ao portal G1, o ministro da Fazenda, Dário Durigan, ressaltou que a operação da Polícia Federal não foi motivada pelas sanções americanas: Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, que também foi sancionada pelo governo Donald Trump, foi presa na operação desta sexta-feira. Segundo as autoridades norte-americanas, ela seria parente de Shimada e teria atuado como secretária dele, além de intermediária na coleta de grandes quantias em dinheiro. Ela também é apontada como entregadora e transportadora de drogas. De acordo com informações da TV Globo, a investigação de narcotráfico começou a partir da apreensão, nos Estados Unidos, do celular de Igor Fochin Savioli — apontado como líder da operação de lavagem de dinheiro, que tinha Vitor Shimada como coordenador. Os dados do aparelho foram compartilhados com a Polícia Federal. A partir das mensagens, as autoridades brasileiras reconstruíram a logística do grupo, que combinava transporte de dinheiro em espécie, operações bancárias de alto valor e transferências de criptomoedas. De acordo com denúncia aceita pela Justiça, a empresa Victory Trading, em que Shimada é sócio, manteve movimentação financeira intensa com a Wave Intermediações e Tecnologias, apontada como uma das empresas usadas para movimentar valores do esquema e que também foram sancionadas pelos Estados Unidos. A investigação brasileira, porém, não afirma que Shimada seja integrante do PCC. A Operação Exchange foi deflagrada em São Paulo e em outras três cidades: Santos, Praia Grande e Santana de Parnaíba. Mais de 50 policiais federais cumpriram 11 mandados de prisão temporária e 13 mandados de busca e apreensão. Dois veículos de luxo também foram apreendidos durante a operação, avaliados em mais de 1 milhão e meio de reais.

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