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Silveira defende investimentos dos EUA no Brasil para elevar produção de minerais críticos

CBN | As principais notícias do Brasil e do Mundo [Unofficial] July 3, 2026
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O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, sugeriu a possibilidade de um acordo entre Estados Unidos e Brasil para a produção de minerais críticos e terras raras. A declaração foi dada em agenda em Belo Horizonte, nessa sexta-feira, um dia após a pasta apresentar ao Conselho Nacional de Política Energética um plano para aumentar a participação do Brasil na produção mundial de minerais críticos de 8,3% para 12,2%. Conforme Silveira, atualmente Estados Unidos e China disputam uma "guerra comercial" para acesso a esses recursos minerais essenciais para setores de alta tecnologia e na transição energética. Segundo ele, a reserva brasileira está no centro dessa disputa e, por isso, deveria receber mais investimentos internacionais, mas com respeito à soberania do país. O ministro confirmou, ainda, que esse assunto chegou a ser discutido entre o presidente Lula e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. "Na ida nossa com o presidente Lula ao presidente Trump, isso foi dito. Nós temos que fazer dos minerais críticos, em especial terras raras, uma oportunidade produtiva. Então nós temos que trazer a cadeia produtiva para o Brasil. Talvez a China, nesse caso, não esteja interessada, até porque ela produz com custos menores e já tem a cadeia completa. Mas os Estados Unidos, se quiser produzir com custos melhores, vai produzir em solo brasileiro. Porque o presidente Lula quer defender a soberania do Brasil para aplicar as suas riquezas a favor do povo brasileiro", disse. O ministro Alexandre Silveira também defendeu que o Congresso aprove, o mais rápido possível, o projeto que trata sobre a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. As declarações foram dadas durante assinatura de uma cooperação técnica entre o Ministério de Minas e Energia e a Polícia Federal, em Belo Horizonte, nessa sexta-feira. Com isso, será feito o repasse de mais de R$ 20 milhões do Novo Acordo do Rio Doce destinados ao fortalecimento da atuação da PF no combate à mineração ilegal na Bacia do Rio Doce. Silveira, inclusive, foi questionado sobre as investigações da Polícia Federal e indiciamentos de empresários do setor e agentes públicos dentro das Operações Rejeito e Parcours. Entre eles, o diretor-geral da Agência Nacional de Mineração, Mauro Sousa, indiciado por participação em um esquema de favorecimento da mineração ilegal na Serra do Curral, em Belo Horizonte. Sobre o fato, o ministro afirmou que defende as investigações, além da mineração legal, sustentável e que respeite as leis. Ele reforçou que o quadro da ANM atualmente é ainda insuficiente para dar conta de toda a fiscalização, mas não comentou diretamente a participação de diretores da agência nos crimes investigados.

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