No máximo, uma olhada na TV': a rotina de quem trabalha durante os jogos do Brasil
CBN | As principais notícias do Brasil e do Mundo [Unofficial]
July 4, 2026
O brasileiro só quer saber de uma coisa: a Copa do Mundo. Em dia de jogo do Brasil, então... esse é praticamente o único compromisso. Mas será que dá para ser assim mesmo? Os transportes não param, os restaurantes não fecham e os hospitais seguem atendendo. E, por óbvio, os trabalhadores desses setores não podem largar a atividade, apesar da bola rolando. A área da saúde é uma das que continua funcionando normalmente. Afinal, lida com o imprevisível. Como quando chega a hora de uma criança nascer, por exemplo. A enfermeira Andrea Suzano trabalha em uma maternidade e sabe bem como isso funciona. Apesar de não poder parar, ela conta que os profissionais vão para o hospital com espírito de torcedor. 'A televisão fica ligada desde sempre, com todos os noticiários vendo o jogo. E, na hora, é um olho na TV e um olho no atendimento. Por ser maternidade, sempre tem uma criança querendo nascer nessas datas especiais. Os gritos são inevitáveis. Quando achávamos que íamos fazer gol, a gente até gritava, e depois ficava todo mundo 'psiu, psiu, fala baixo, aqui no hospital.' Porque todo mundo, desde o pessoal da limpeza até a direção médica, todo mundo tem espírito de torcedor e não tem como ficar com a boquinha fechada sem gritar gol. É um olho no paciente, um olho na televisão.' E não é só na maternidade. As emergências hospitalares ficam de prontidão para atender qualquer demanda. Marcos Freire é técnico em radiologia e percebe, inclusive, um aumento de acidentes nesses dias de maior euforia. Isso acaba exigindo ainda mais atenção dos profissionais. 'Quem trabalha em emergência hospitalar não tem como parar para assistir os jogos. O máximo que a gente consegue é dar uma olhada na TV durante o jogo, mas os atendimentos não param. A cidade aumenta a movimentação e, no caso, você tem muitos acidentes automobilísticos, acidentes domésticos, porque as pessoas ficam um pouco mais agitadas, então faz parte do nosso trabalho.' Você provavelmente já saiu do trabalho e foi pra casa correndo assistir a um jogo da Seleção. Já imaginou que tem muita gente trabalhando para garantir que sua viagem dê certo? Guardas de trânsito, motoristas de ônibus, condutores de trens e metrô e... operadores de pedágio. Jean Felipe de Paula é operador da Praça de Pedágio da Lamsa, concessionária que opera a Linha Amarela, via expressa da cidade do Rio. Ele conta que acompanhou a partida do Brasil contra o Japão pelo rádio da cabine. 'Nos dias de jogo a movimentação é bastante atípica, tem gente que tenta chegar em casa o mais rápido possível e quando o jogo acaba as pessoas saem, principalmente, para comemorar o resultado, então o fluxo de veículos aumenta bastante. A gente não consegue assistir o jogo da cabine, mas a empresa disponibiliza um som ambiente, o gestor sincroniza o rádio no jogo do Brasil para que a gente possa acompanhar o jogo de alguma forma, acompanhando o placar.' Horas antes de uma partida do Brasil, estações de trens e metrôs ficam lotadas de quem quer fugir de congestionamentos. Com isso, as concessionárias precisam, em vez de liberar funcionários, fazer o contrário: intensificar a operação. Douglas Amâncio é supervisor do Centro de Operações do Metrô Rio e não pode dispersar: 'Torcemos, mas o foco mesmo é na operação metroviária, porque monitoramos em tempo real toda a circulação dos trens e atuamos de forma integrada com as equipes de estação, manutenção e segurança para antecipar cenários e responder rapidamente a qualquer necessidade operacional.' E se você não se encaixa nessas categorias, então é só curtir com os amigos. Quem sabe num evento focado em transmitir os jogos com muita festa. Mas já pensou que, enquanto você aproveita, tem muita gente trabalhando durante o jogo pro evento acontecer a todo vapor? Garçons, barmans, produtores, artistas, entre tantos outros profissionais. O Augusto Spinelli é gerente Operacional do Grupo Privilège Brasil e essa é a quinta Copa do Mundo dele trabalhando com os eventos. 'Eu falo que a gente está sempre muito do outro lado da moeda. A gente lida muito com alegria, com desejo das pessoas. Então, o nosso papel principal dentro de um evento é encantar, é trazer alegria para as pessoas. É um momento de muita expectativa, de muita emoção. A gente está ali torcendo pela nossa nação, mas sempre busca fazer a melhor entrega. No final, acho que todo mundo ganha, todo mundo fica feliz. Vamos torcer pelo Brasil.' Parando tudo ou não para ver o jogo, o que dá pra dizer é que a seleção ocupa os pensamentos de todos os brasileiros, seja de folga na frente da televisão ou no meio do expediente. O que não faltam são vibrações positivas para o Brasil conquistar o hexa!
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