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"publishedAt": "2026-07-02T23:52:32.000Z",
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"textContent": "\nA defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro se manifestou nesta quinta-feira (2) ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, e afirmou que a conclusão do inquérito sobre a arma apreendida em seu nome reforça que não houve falta grave capaz de justificar o fim da prisão domiciliar. Na manifestação enviada ao Supremo, os advogados sustentam que a própria Polícia Civil do Distrito Federal reconheceu que a pistola estava regularmente registrada em nome de Bolsonaro. Segundo a defesa, o inquérito concluiu que não havia qualquer restrição que impedisse a arma de permanecer armazenada na residência do ex-presidente e, por isso, não existe materialidade que justifique a responsabilização criminal de Bolsonaro. Os advogados também informaram que o ex-presidente não tem interesse na devolução da arma apreendida, posição que, segundo a defesa, já havia sido comunicada anteriormente no processo. A manifestação da defesa pode ser a última etapa antes da decisão de Alexandre de Moraes sobre a continuidade ou não da prisão domiciliar de Jair Bolsonaro. Quem também já se manifestou no processo foi a Procuradoria-Geral da República. Em parecer enviado ao Supremo, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, concluiu que não há elementos para considerar que Bolsonaro tenha cometido uma falta grave capaz de justificar a revogação da prisão domiciliar. Apesar disso, a PGR defendeu que a pistola permaneça apreendida. O entendimento da Procuradoria acompanha a conclusão da Polícia Civil do Distrito Federal, que decidiu não indiciar o ex-presidente no caso da arma. No inquérito, os investigadores concluíram que o registro da pistola em nome Bolsonaro é regular e que não houve irregularidade no fato de o ex-presidente manter o armamento em sua residência. Por outro lado, o sargento do Exército que transportava a arma durante a blitz foi indiciado por porte ilegal de arma de fogo. Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde março deste ano, quando Moraes autorizou a medida por motivos de saúde. O prazo inicial de 90 dias terminou na semana passada, mas o episódio envolvendo a apreensão da arma acabou adiando a decisão do ministro. Agora, com as manifestações da defesa e da Procuradoria-Geral da República já apresentadas, a expectativa é de que Moraes decida se mantém ou não o ex-presidente em prisão domiciliar.",
"title": "Defesa de Bolsonaro pede que STF afaste 'falta grave' pelo caso da arma apreendida"
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