Copa do Mundo de Clubes pode ir de 32 para 48 times em 2029, com mais clubes europeus; entenda
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June 25, 2026
A Copa do Mundo de Clubes de 2029 pode ter mais participantes europeus. Após a primeira edição do torneio acontecer sob o formato com 32 equipes, a Fifa já estuda expandir o torneio para 48 participantes a partir de 2029, quando a competição acontecerá pela segunda vez. A expansão seria acompanhada do fim do limite de dois clubes por país, o que daria a possibilidade de que mais clubes europeus bem posicionados no ranking da Fifa participem da competição. A informação é do jornal inglês The Guardian. Essa mudança ganha força com a criação de uma joint venture entre a entidade máxima do futebol e a European Football Clubs (EFC), organização que representa mais de 700 clubes do continente europeu. O Real Madrid havia deixado de fazer parte da organização por conta de uma suspensão de cinco anos por defender a criação de uma Superliga Europeia que substituiria a Champions League, mas foi readmitido e também faz parte do projeto. O principal motivo para o aumento de participantes são as altas bonificações financeiras da edição anterior. A premiação recebida pelo Chelsea ao conquistar o título em 2025 foi de 84 milhões de libras. Os bons valores pagos acendeu o interesse de outros gigantes europeus. Clubes de peso como Liverpool, Manchester United, Tottenham, Barcelona e Napoli ficaram de fora do último torneio devido às regras de classificação que limitavam a participação a apenas dois times por país. Com a entrada da EFC na operação do Mundial, há uma forte pressão para que o limite por país seja flexibilizado ou eliminado, segundo o jornal inglês. Caso a mudança se concretize, ligas poderosas como a Premier League seriam as maiores beneficiadas, permitindo que clubes como Arsenal e Manchester City, bem posicionados no ranking da Uefa, garantissem suas vagas com mais facilidade. A estratégia também visa aumentar o valor comercial da competição. A EFC, presidida por Nasser al-Khelaifi (também presidente do PSG), defende que uma presença maior de clubes europeus na Copa de Clubes tornará o torneio mais atrativo para patrocinadores e emissoras de TV, resolvendo dificuldades que a Fifa enfrentou anteriormente para comercializar os direitos de transmissão.
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