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PGR defende aguardar fim da investigação sobre arma de Bolsonaro para decidir sobre prisão domiciliar

CBN | As principais notícias do Brasil e do Mundo [Unofficial] June 25, 2026
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A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou nesta quinta-feira (25) sobre o caso envolvendo uma arma registrada em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro, localizada durante uma abordagem da Polícia Militar do Distrito Federal. Em parecer enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), o procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que, até o momento, não há elementos suficientes para caracterizar falta grave ou descumprimento das condições da prisão domiciliar imposta ao ex-presidente. Segundo Gonet, o episódio ainda está em fase inicial de apuração e, neste momento, não é possível concluir que houve violação das medidas cautelares determinadas pela Justiça. O procurador argumentou ainda que o reconhecimento de uma falta grave exige uma análise mais ampla dos fatos e de seus impactos sobre a execução penal. Diante disso, a PGR defendeu que o STF aguarde a conclusão das investigações antes de tomar uma decisão definitiva sobre o caso. Bolsonaro completa nesta quinta-feira 90 dias de prisão domiciliar. A medida foi autorizada em março pelo ministro Alexandre de Moraes para que o ex-presidente desse continuidade ao tratamento de saúde após um quadro de broncopneumonia bilateral. Entenda o caso Na semana passada, uma arma registrada em nome de Bolsonaro foi apreendida com um militar do Exército durante uma blitz da Polícia Militar do Distrito Federal. Em depoimento à Polícia Civil, o ex-presidente confirmou ser o proprietário do armamento e afirmou ter mantido a posse da arma. Após o episódio, Moraes solicitou manifestações da defesa de Bolsonaro e da PGR antes de decidir se houve descumprimento das condições impostas na prisão domiciliar. O ministro já havia ressaltado que a legislação prevê a possibilidade de caracterização de falta grave em situações semelhantes. Com o parecer da Procuradoria em mãos, caberá agora a Alexandre de Moraes analisar o caso e decidir se Bolsonaro permanecerá em prisão domiciliar ou se haverá mudanças nas medidas impostas ao ex-presidente.

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