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  "publishedAt": "2026-06-25T15:48:42.000Z",
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  "textContent": "\nA segunda fase da Operação Disclosure, que apura fraude contábil de cerca de R$ 54 bilhões nas Lojas Americanas, tem como alvos acionistas bilionários da companhia e executivos de grandes bancos. Entre os alvos, a investigação mira os empresários Carlos Alberto da Veiga Sicupira e Paulo Alberto Lemann, acionistas de referência da varejista. São cumpridos nove mandados de busca e apreensão contra os alvos no Rio e em São Paulo. Não houve prisões. A Justiça, no entanto, autorizou o bloqueio de bens e valores dos investigados até o limite de R$ 54 bilhões. Segundo as apurações, os suspeitos teriam conhecimento de irregularidades contábeis praticadas durante anos. Entre elas, destacam-se duas operações financeiras. A primeira é a de risco sacado, quando um banco antecipa o pagamento a fornecedores e a empresa passa a dever ao banco. A fraude teria ocorrido porque essas dívidas deixavam de ser registradas adequadamente nos balanços, transmitindo ao mercado uma situação financeira mais favorável do que a real. A segunda tem relação com as chamadas verbas de propaganda cooperada. Nesse modelo, fornecedores concedem descontos às varejistas em troca de ações de divulgação de produtos. A suspeita é de que a empresa tenha contabilizado valores inexistentes ou superiores aos efetivamente recebidos. Para os investigadores, os suspeitos ainda teriam adotado uma série de medidas para influenciar a percepção dos investidores e a precificação das ações da companhia. As apurações apontam indícios, em tese, dos crimes de manipulação de mercado e associação criminosa. Procurada, a Americanas afirmou que não foi alvo de mandados de busca e que segue colaborando com as investigações. Em nota à CBN, os acionistas Carlos Alberto da Veiga Sicupira e Paulo Alberto Lemann disseram que foram surpreendidos pela operação. Eles alegam terem sido enganados e induzidos a erro pela antiga diretoria da Americanas. Os dois também se colocaram à disposição das investigações e disseram que as defesas ainda não tiveram acesso à íntegra da decisão judicial. A primeira fase da Operação Disclosure foi deflagrada em 2024, quando a Polícia Federal cumpriu dois mandados de prisão preventiva e 15 de busca e apreensão contra ex-diretores da empresa. Em março do ano passado, o Ministério Público Federal denunciou 13 ex-executivos e ex-funcionários. Leia na íntegra a nota dos acionistas \"Os acionistas de referência da Americanas foram surpreendidos pela operação deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta quinta-feira, 25 (Disclousure). As investigações conduzidas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal ao longo dos últimos anos, inclusive com base em acordos de colaboração premiada, indicam que o Conselho de Administração e os acionistas de referência foram continuamente enganados e induzidos a erro pela antiga diretoria da Companhia. Os acionistas de referência entendem que a operação integra o curso regular das apurações em andamento e reiteram seu compromisso de colaborar plenamente com as autoridades competentes para o esclarecimento dos fatos, como vêm fazendo desde 11 de janeiro de 2023, quando tiveram conhecimento das fraudes contábeis. Até o momento, as defesas não tiveram acesso à íntegra da decisão judicial que fundamentou a medida, razão pela qual aguardam mais informações para eventual manifestação complementar.\"",
  "title": "Operação da PF sobre fraude na Americanas mira bilionários e executivos de grandes bancos"
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