Após reunião com Lula, Jaques Wagner anuncia saída da liderança do governo no Senado
O senador Jaques Wagner fez um pronunciamento nesta quarta-feira (24) pelas redes sociais confirmando que deixou a liderança do governo no Senado Federal. A decisão acontece após o parlamentar ser alvo de fase da Operação Compliance Zero, que investiga o caso Master. Na publicação, Jaques disse que teve uma “conversa entre amigos” com o presidente Lula e decidiu em comum acordo que se afastará da liderança do governo para responder e provar sua inocência. Segundo ele, a saída também será para se dedicar à reeleição do presidente, do governador Jerônimo Rodrigues e à própria reeleição ao Senado na Bahia. Leia o comunicado completo: Acabei de ter uma ótima reunião com o Presidente @LulaOficial, uma conversa entre amigos, e decidimos, em comum acordo, que me afastarei da liderança do Governo no @SenadoFederal. Neste momento, minha prioridade absoluta é provar minha inocência e me dedicar à reeleição do presidente Lula e do governador @Jeronimoba13, além da minha reeleição junto com @costa_rui para o Senado. Juntos, com humildade e muito trabalho, renovaremos nosso compromisso com o projeto coletivo que vem mudando a Bahia e o Brasil. O que a defesa diz Na segunda-feira (22), a defesa de Jaques Wagner já recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo anulação da decisão do ministro André Mendonça que autorizou a busca e apreensão contra o parlamentar na semana passada. Na petição, os advogados argumentam que a ação contra o senador está equivocada. Segundo a defesa, o senador "jamais atuou no Congresso Nacional para favorecer o Banco Master. Prova disso é que a única emenda de sua autoria sobre o tema, apresentada à Medida Provisória 1106/2022, propunha limitar juros e proteger os consumidores", justamente o contrário dos interesses do Banco. A Polícia Federal apontou que o senador foi o beneficiário de vantagens econômicas pagas por Augusto Lima, ex-sócio do banqueiro Daniel Vorcaro. A investigação apura suspeita da atuação na tramitação de propostas sobre crédito consignado e o limite de cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). A PF também indicou que as ações do senador Wagner teriam uma ligação direta com o recebimento de supostas "vantagens econômicas indevidas".
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