{
  "$type": "site.standard.document",
  "bskyPostRef": {
    "cid": "bafyreihrtxmxobpyyevplqrgksux5732uswupoti6aeres2ihlji3wfq3i",
    "uri": "at://did:plc:ozyukmutyreglxifxuzagnly/app.bsky.feed.post/3mouy7kalgrq2"
  },
  "coverImage": {
    "$type": "blob",
    "ref": {
      "$link": "bafkreiapjnx7urobc4nibfcp6xlu5zkzemeot44bqtp72dvlumdj6o545e"
    },
    "mimeType": "image/jpeg",
    "size": 74233
  },
  "path": "/podcasts/jornal-da-cbn/entrevista/2026/06/22/vitoria-de-abelardo-de-la-espriella-na-colombia-reflete-avanco-da-extrema-direita-na-america-latina-avalia-especialista.ghtml",
  "publishedAt": "2026-06-22T13:02:01.000Z",
  "site": "https://cbn.globo.com",
  "tags": [
    "cbn"
  ],
  "textContent": "\nO advogado de ultradireita Abelardo de la Espriella venceu o segundo turno da eleição presidencial na Colômbia. Segundo a contagem preliminar feita a partir das atas dos locais de votação, ele derrotou o senador de esquerda Iván Cepeda, herdeiro político do presidente Gustavo Pétro por menos de 1 ponto percentual, cerca de 250 mil votos. Foram 49,6% dos votos a 48,7. Sobre o resultado das eleições presidenciais na Colômbia, no Jornal da CBN, Mílton Jung e Cássia Godoy entrevistaram David Morales, Coordenador do Curso de Relações Internacionais da Universidade Federal do ABC. Ele é colombiano naturalizado brasileiro. Para o especialista, a vitória de Abelardo de la Espriella nas eleições presidenciais da Colômbia reflete uma tendência de fortalecimento de movimentos de extrema-direita na América Latina e evidencia a polarização política no país. Segundo Morales, o resultado também está relacionado aos desdobramentos do Acordo de Paz firmado em 2016 entre o governo colombiano e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). \"Podemos entender esse resultado dentro de uma nova tendência da América Latina, com uma guinada para partidos mais à extrema-direita. No caso colombiano, há vários elementos importantes, principalmente os desdobramentos do Acordo de Paz de 2016\", afirmou. A disputa foi marcada por forte polarização e terminou com uma diferença inferior a um ponto percentual entre os candidatos. De acordo com o especialista, o resultado ainda depende da revisão formal das atas eleitorais, prevista pela legislação colombiana, mas a tendência já indica a vitória de De la Espriella. Polarização e mudanças políticas Para Morales, o cenário colombiano acompanha um movimento observado em outros países da região, mas com características próprias. Ele destacou que, pela primeira vez na história do país, uma eleição presidencial colocou frente a frente um candidato de extrema-direita e um candidato de esquerda. \"Não estamos diante apenas de uma alternância tradicional entre direita e esquerda. Estamos vendo um movimento mais direcionado à extrema-direita\", avaliou. O professor também observou que a Colômbia historicamente manteve forte alinhamento com os Estados Unidos, especialmente durante a Guerra Fria. Segundo ele, esse posicionamento foi parcialmente alterado nas últimas décadas em razão da chamada \"onda rosa\" de governos de esquerda que marcou a América Latina nos anos 2000 e 2010. Relação com o Brasil Questionado sobre os possíveis impactos do resultado colombiano para o Brasil, Morales defendeu cautela na análise do cenário regional. \"O Brasil deve agir com cautela e preservar o pragmatismo na política externa\", afirmou. Segundo ele, o avanço de governos e movimentos mais à direita tem sido influenciado pelo apoio político do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mas o cenário norte-americano ainda pode sofrer alterações nos próximos anos com as eleições legislativas.",
  "title": "Vitória de Abelardo de la Espriella na Colômbia reflete avanço da extrema-direita na América Latina, avalia especialista"
}