Lula telefona para Jaques Wagner e presta solidariedade após operação da PF
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June 18, 2026
O presidente Lula telefonou nesta quinta-feira para o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado, para prestar solidariedade após ele ter sido alvo da nona fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal. Em entrevista à BandNews Tv, Wagner disse que conhece Lula há quase 50 anos e só deixará a função se houver uma decisão do presidente. Afirmou ainda que não tratou da possibilidade de sua saída da liderança e que, por ora, permanecerá no cargo. "Eu continuo na liderança, até que o presidente Lula peça para eu me retirar. Não acho que ele vai fazer isso, mas se ele fizer um direito dele, o cargo é do presidente da República, o cargo de líder do governo, mas eu falei com ele hoje e ele sequer tocou nesse tema. Então, na minha opinião, ele vai manter. Até porque, repare, isso por enquanto é uma mera investigação, como foi a investigação de 2018 sobre a fonte nova." Apesar da sinalização de apoio do Palácio do Planalto, o caso já provoca debate nos bastidores do governo. Integrantes da base aliada e ministros avaliam que Wagner deveria se afastar da liderança para evitar que as investigações envolvendo o Banco Master contaminem politicamente o governo Lula. A decisão, entretanto, segue nas mãos do presidente, que ainda não se manifestou publicamente sobre eventual mudança no comando da liderança governista. No Congresso, a repercussão foi imediata. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, manifestou solidariedade ao parlamentar e defendeu o respeito à presunção de inocência. A bancada do PT no Senado divulgou uma manifestação pública de apoio ao líder do governo. Tanto o partido quanto os parlamentares petistas sustentam que as investigações devem avançar sem interferências, mas criticam o que consideram tentativas de condenação antecipada. A bancada ainda declarou apoio à instalação de uma CPI para aprofundar as apurações sobre o caso Master. O presidente nacional do PT, Edinho Silva, também saiu em defesa de Wagner, afirmando que o partido apoia as investigações e confia que o senador demonstrará sua inocência. Já a oposição intensificou a ofensiva política, principalmente, nas redes sociais tentando colar a operação na imagem do governo. Postagens chamam a nova fase da operação de “PTMaster”. Publicamente, parlamentares passaram a cobrar o avanço das investigações e a instalação da CPI do Master. Os pré-candidatos à presidência Flávio Bolsonaro e Romeu Zema também defenderam ampliar a investigação, por meio do Congresso, e buscaram associar o episódio ao governo federal.
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