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  "textContent": "\nA operação da Polícia Federal desta quinta-feira (18), que teve como alvo o senador Jaques Wagner, líder do governo no Senado, e que apura suspeitas de irregularidades relacionadas ao caso Master, gerou muitas manifestações políticas ao longo do dia. VÍDEO: Val Ceasa diz que é alvo de perseguição política e nega ter tentado atrapalhar operação contra facção Mansão na Barra e apartamento na praia: MP aponta salto de 1.200% no patrimônio de Val Ceasa em investigação sobre facção criminosa O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, prestou solidariedade a Jaques Wagner e afirmou que os fatos ainda precisam ser devidamente apurados antes de qualquer conclusão. Ele também criticou o que classificou como um “julgamento antecipado” de pessoas que ainda estão sendo investigadas. Segundo Alcolumbre, muitas vezes os envolvidos acabam sendo condenados pela opinião pública antes mesmo de terem a oportunidade de apresentar sua defesa: “Na minha cabeça e no meu coração, era pra gente preservar o amor, o respeito, o carinho. Nós estamos exaltando o ódio, a raiva e a agressão contra aqueles que a gente nem sabe o que fez ou se fez. Então dou o meu apoio e solidariedade integral a um colega senador da República, e eu tenho a convicção que no decorrer do processo, as verdades do senador Jaques Wagner irão à tona, serão comprovadas, e um dia elas serão julgadas. E é lá nesse dia que a pessoa pode ser condenada ou inocentada”, afirmou. Outra manifestação importante veio do presidente nacional do PT, Edinho Silva, que divulgou uma nota em defesa de Jaques Wagner. Em nota, Edinho afirmou ter “total confiança no líder do governo no Senado”. Ele disse que o partido apoia as investigações envolvendo o Banco Master porque a sociedade tem o direito de conhecer a verdade sobre os fatos. Segundo o presidente do PT, eventuais crimes devem ser apurados e os responsáveis punidos. Ao mesmo tempo, ele afirmou confiar que Jaques Wagner esclarecerá todos os fatos. Já a bancada do PT no Senado também divulgou uma manifestação pública reafirmando confiança na trajetória política e na atuação do senador. Os senadores petistas declararam apoio às investigações em curso envolvendo o Banco Master, mas defenderam o respeito ao devido processo legal e à ampla defesa. Na nota, a bancada também se posicionou favoravelmente à instalação de uma CPI para investigar o caso. Dentro do governo, o movimento também tem sido de apoio ao senador. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que confia em Jaques Wagner, porém ressaltou que o líder governista precisa esclarecer os fatos que estão sendo investigados pela Polícia Federal. A declaração foi dada em entrevista ao portal Metrópoles. Internamente, integrantes do governo e do PT têm reforçado o discurso da presunção de inocência e defendido que as investigações sejam conduzidas sem pré-julgamentos. Apesar do apoio público, existe preocupação dentro do governo sobre possíveis desgastes políticos e eleitorais provocados pelo avanço das investigações. Entre auxiliares do presidente Lula, há receio de que o caso possa gerar impactos na campanha eleitoral. De acordo com apuração da colunista Bela Megale do Jornal O Globo, ministros do governo avaliam que Jaques Wagner deveria deixar a liderança do governo no Senado. No entanto, a decisão final caberá ao presidente Lula, que ainda não tomou uma posição sobre o assunto. Nos bastidores, Lula tem defendido a autonomia da Polícia Federal e afirmado que qualquer pessoa pode ser investigada, independentemente do cargo que ocupa. Do outro lado, a oposição já começou a explorar politicamente o caso: o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, defendeu que o Congresso Nacional investigue as suspeitas envolvendo o Banco Master e voltou a pedir a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para apurar o caso. Durante um evento realizado hoje, ele comentou a operação: “O PT da Bahia acaba de ser implodido pela Polícia Federal com a operação contra o líder do governo do PT no Senado Federal, Jaques Wagner. Isso é um alento de que a impunidade vai ser combatida e como nós sempre dizemos, o cerne de todo esse problema era o PT da Bahia e agora começa a virar a tona”, ressaltou. Quem também se manifestou foi o ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema. Ele criticou a situação envolvendo Jaques Wagner e tentou associar o caso ao governo Lula: “Mais um integrante do governo Lula recebeu uma visita da Polícia Federal. Dessa vez o alvo foi o líder do governo Lula no Senado, Jaques Wagner, do PT da Bahia. Busca e apreensão, corrupção passiva, lavagem de dinheiro, tudo dentro do Caso Master. E vamos lembrar o seguinte: o líder do governo é aquele senhor que o próprio Lula escolheu para falar dele no Congresso. É a voz do presidente dentro do Senado. É por essa pessoa que o Lula se sente representado, um indivíduo que está sendo investigado por corrupção”. A estratégia da oposição deve ser justamente utilizar os desdobramentos dessa fase da operação para tentar associar o governo Lula às suspeitas de fraudes financeiras investigadas no caso do Banco Master. A expectativa é de que o assunto continue repercutindo nos próximos dias aqui em Brasília.",
  "title": "Investigação da PF contra Jaques Wagner gera repercussão entre políticos; Alcolumbre presta apoio"
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