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Polícia procura câmera que pode ajudar a esclarecer morte de jovem em salto de rope jump

CBN | As principais notícias do Brasil e do Mundo [Unofficial] June 15, 2026
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A Polícia Civil busca localizar uma câmera GoPro que estava com Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, no momento do salto de rope jump que terminou com a morte da jovem no último sábado, na chamada Ponte do Esqueleto, entre Limeira e Cordeirópolis, no interior de São Paulo. Os investigadores acreditam que as imagens podem ajudar a esclarecer como ocorreu a preparação da atividade e as circunstâncias do acidente. A busca pelo equipamento ocorre enquanto a Justiça decidiu manter a prisão preventiva de três homens investigados no caso: Luis Felipe Feliciano Egoroff; Vitor de Freitas Gonçalves e Maicon Fernandes. Segundo a Polícia Civil, imagens gravadas por testemunhas mostram que os três participaram da preparação do salto, mas a corda de segurança usada no rope jump não teria sido conectada à vítima. A corda aparecia enrolada na base da ponte, de onde Maria Eduarda caiu de uma altura de cerca de 40 metros. A delegada Andréa Dantas afirmou que a equipe responsável pela atividade atuava sem regulamentação e sem autorização para utilizar a estrutura. 'Eu entendo ali que assumiu um risco de produzir o resultado, considerando que essa denominada Ponte do Esqueleto aqui de Limeira já é palco de várias tragédias. É uma equipe ali que não tinha uma regulamentação, não tinha nem autorização para estar ali, e acabou acontecendo essa fatalidade em razão, na minha percepção, uma falha ali de não verificar, não fiscalizar a colocação da corda no salto da vítima'. A polícia aguarda laudos periciais, a análise do corpo da vítima e deve ouvir novas testemunhas nos próximos dias. O prazo inicial para conclusão do inquérito é de 30 dias. As investigações apontam que o grupo responsável pelo evento cobrava R$ 180 por participante. Os organizadores utilizavam os nomes 'Entre Cordas' e ' Ih, voei', mas, segundo a polícia, não se tratavam de empresas formalmente constituídas. Após o acidente, os perfis ligados às atividades foram retirados das redes sociais. A defesa dos três investigados afirmou que o rope jump não é regulamentado, mas também não é proibido, e classificou o caso como uma fatalidade. Segundo o advogado Rafael Gomes dos Santos, cerca de 100 pessoas participavam da atividade e os organizadores praticavam o esporte havia anos sem registro de acidentes. A Prefeitura de Limeira informou que pretende responsabilizar a União por não impedir a realização de esportes radicais no local. Já a Secretaria de Patrimônio da União afirmou que a ponte integra um trecho da antiga Rede Ferroviária Federal incorporado ao patrimônio federal neste ano, que nunca autorizou atividades de rope jump na estrutura e defendeu ações conjuntas para restringir o acesso ao local e evitar novos acidentes.

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