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  "textContent": "\nO vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, não descartou a possibilidade de as forças militares dos EUA serem usadas para ajudar a garantir que o Irã cumpra o acordo sobre seus materiais nucleares, embora tenha dito que não 'acredita que as forças militares dos EUA serão necessárias'. 'Certamente conversamos com os iranianos sobre como vamos destruir esse estoque de urânio enriquecido. Os detalhes técnicos são um dos pontos que vamos abordar quando iniciarmos essas conversas técnicas na sexta-feira', afirmou em entrevista à rede de TV CBS. Segundo a Agência Internacional de Energia Atômica, órgão de vigilância atômica das Nações Unidas, o Irã possui cerca de 900 libras de urânio (cerca de 408 kg) altamente enriquecido, que se acredita estarem enterradas sob os escombros de uma instalação nuclear atingida por ataques dos EUA e de Israel há um ano. 'Estamos falando em trabalhar com a AIEA e com os iranianos para entrar e destruir esse estoque de material enriquecido. Se desempenharemos um papel de observador ou um papel mais ativo, essas são as questões que definiremos em conversas técnicas', continuou. Vance completou afirmando que, como Trump defendeu, os EUA querem que 'esse estoque de material enriquecido seja destruído'. Um trecho do acordo entre Washington e Teerã estipula que a passagem de navios pelo Estreito de Ormuz 'gratuita' será 'apenas por 60 dias', período em que novas negociações entre o Irã e os Estados Unidos acontecerão. A informação foi divulgada pela agência de notícias iraniana Fars, citando uma fonte familiarizada com as negociações. 'Esse princípio se repete em outras partes do texto. O Irã aceitará a passagem gratuita de navios apenas por 60 dias. Isso significa que os Estados Unidos aceitaram o princípio da cobrança de taxas, garantindo ao Irã apenas uma isenção de 60 dias', disse a fonte, citada anonimamente pela Fars. A agência de notícias estatal oficial do Irã citou o vice-presidente do país nesta segunda-feira (15), dizendo que o acordo alcançado com os EUA foi apenas 'o primeiro passo' e que a próxima fase das negociações será mais difícil. Em um discurso proferido em uma reunião sobre a reconstrução pós-guerra, o vice-presidente iraniano, Mohammad Reza Aref, elogiou o acordo alcançado entre Teerã e Washington, mas, segundo a agência de notícias IRNA, também alertou que 'a tarefa mais difícil é um acordo permanente e a paz, que serão alcançados em 60 dias'. Segundo a imprensa dos dois países, o memorando de entendimento acordado entre os EUA e o Irã inclui um período de 60 dias de negociações a partir da data de assinatura. A assinatura do acordo está prevista para sexta-feira (19), e nos próximos dois meses as duas partes se dedicarão ao trabalho mais complexo de negociar diretamente o futuro do programa de enriquecimento nuclear de Teerã e outras questões controversas. Porta-voz iraniano afirma que Líbano está dentro do acordo Porta-voz das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baqaei. Divulgação O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, afirmou em coletiva de imprensa que 'nenhum acordo é sustentável' caso a segurança do Líbano estiver ameaçada. No tratado de paz apresentado no domingo, Estados Unidos e Irã chegaram a um acordo para encerrar de forma permanente as hostilidades no Oriente Médio, incluindo o Líbano. O memorando deve ser assinado na sexta-feira, em Genebra, na Suíça. No Líbano, o presidente Joseph Aoun e o líder do Movimento paramilitar Amal comemoraram a inclusão do território libanês nas negociações. Apesar disso, o Exército do Líbano pediu cautela aos moradores deslocados que pretendem voltar para vilarejos e cidades no sul do país. Israel, por sua vez, afirmou que não vai se retirar das áreas ocupadas no sul do Líbano. Ministros da extrema direita em Israel criticaram o acordo e afirmaram que a campanha militar contra o Irã continuará de forma “criativa”. O anúncio do tratado teve forte repercussão internacional. China, Arábia Saudita, França, Reino Unido, Espanha, Jordânia e Emirados Árabes Unidos elogiaram o acordo e defenderam que ele garanta paz duradoura, segurança marítima e livre navegação no Estreito de Ormuz. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que o Estreito de Ormuz será reaberto imediatamente depois da assinatura do acordo. A passagem é uma das rotas marítimas mais importantes do mundo para o transporte de petróleo e gás. Segundo informações da imprensa internacional, o documento prevê um cessar-fogo de 60 dias em todas as frentes, a reabertura do Estreito de Ormuz, o fim do bloqueio naval americano e a flexibilização gradual de sanções. Também há o compromisso de que o Irã não obtenha uma arma nuclear. As negociações sobre pontos mais sensíveis, como o programa nuclear iraniano, devem continuar pelos próximos 60 dias. A imprensa estatal iraniana afirma que o país não abrirá mão do controle sobre Ormuz nem do direito de enriquecer urânio. Já uma fonte do governo americano falou em desmantelamento do programa nuclear iraniano e manutenção do bloqueio a ativos congelados até que Teerã cumpra sua parte. Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante fala com a imprensa. Kent NISHIMURA / AFP",
  "title": "Vice de Trump afirma que EUA podem usar forças militares para garantir que Irã cumpra acordo"
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