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Delegado confirma que helicópteros que bateram não tinham autorização para fazer táxi aéreo

CBN | As principais notícias do Brasil e do Mundo [Unofficial] June 15, 2026
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O delegado Alan Luxardo, responsável pela investigação da colisão envolvendo dois helicópteros, no Recreio dos Bandeirantes, confirmou, em entrevista aos âncoras Bianca Santos e Leandro Resende no CBN Rio, que os helicópteros que bateram no ar não tinham autorização para fazer táxi aéreo. "Transportar passageiros sem cobrar, qualquer uma pode, respeitando a capacidade de cada uma, é óbvio. Agora, realizar táxi aéreo, ter uma atividade empresarial táxi aéreo, isso já não pode, elas não tinham essa possibilidade. Mas de qualquer maneira, isso seria uma esfera, uma punição administrativa, a parte criminal aqui a gente vai analisar o causador do acidente. Se houve falha humana, se houve falha de um piloto, dois pilotos, se houve falha mecânica, então tudo isso vai ser levado em consideração através dos laudos periciais, técnicos e as imagens que estão sendo arrecadadas". O delegado Alan Luxardo detalha que o papel da polícia na investigação é analisar criminalmente o causador do resultado: "De qualquer maneira, o que a gente vai analisar criminalmente é o causador do resultado, porque alguém falhou. Aparentemente, alguém falhou. Se não houve falha mecânica, alguém teve uma falha no dever de cuidado que deveria ter tomado, que deu causa ao acidente. Então, se tiver pessoa, se não tiver pessoa, isso não vai influenciar na apuração a quem deu causa ao acidente. É isso que eu queria deixar bem claro, que a gente vai analisar aqui uma forma de imprudência ou negligência. É isso que está sendo analisado aqui". Além das seis mortes, o acidente entre dois helicópteros no Recreio dos Bandeirantes deixou um rastro de destruição. Os destroços das aeronaves ficaram espalhados por uma área de cerca de 100 metros após a colisão e a explosão. O local mais atingido foi a garagem de uma concessionária de veículos, e moradores da região ainda contabilizam os prejuízos. Destroços de helicopterós após colisão no Rio. Vídeo: Diogo Bugalho/ CBN Três das seis vítimas já foram identificadas, enquanto a Polícia Civil e a FAB tentam esclarecer as causas da colisão. A Anac também apura se as aeronaves faziam transporte clandestino de passageiros. Ouça a entrevista completa: Destroços das aeronaves Além das seis mortes, o acidente entre dois helicópteros no Recreio dos Bandeirantes deixou um rastro de destruição. Os destroços das aeronaves ficaram espalhados por uma área de cerca de 100 metros após a colisão e a explosão. O local mais atingido foi a garagem de uma concessionária de veículos, e moradores da região ainda contabilizam os prejuízos. Agentes do Centro Nacional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) fazem perícia, vistorias e analisam a posição dos destroços. A maior parte caiu sobre o terreno de uma igreja abandonada, que está sendo usado como depósito de veículos elétricos. Partes das aeronaves também caíram sobre um condomínio residencial que fica ao lado, atingiram vidros de uma varanda. Outra parte caiu no telhado de um prédio comercial, que é vizinho ao terreno usado como depósito de carros. A reportagem CBN esteve na cobertura do prédio atingido por destroços. No local, foi encontrada a porta de uma das aeronaves, hélices caíram sobre os painéis solares. Uma cena impressionante. Destroços de helicopterós após colisão no Rio. Vídeo: Diogo Bugalho/ CBN Os helicópteros acabaram caindo sobre um terreno usado como depósito. O acidente aconteceu poucos dias antes de uma reunião entre a Câmara Comunitária da Barra da Tijuca, que representa os moradores da região, e o Departamento de Controle do Espaço Aéreo. Os moradores reclamam da quantidade de aeronaves e do sobrevoo baixo delas. Os próprios moradores citam o levantamento desse órgão, do DECEA, que mostra que cerca de um terço das aeronaves que passam por aqui descumprem as normas de altura.

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