Irã vai suspender pedágio no Estreito de Ormuz por 60 dias, diz agência
CBN | As principais notícias do Brasil e do Mundo [Unofficial]
June 15, 2026
Um trecho do acordo entre Washington e Teerã estipula que a passagem de navios pelo Estreito de Ormuz 'gratuita' será 'apenas por 60 dias', período em que novas negociações entre o Irã e os Estados Unidos acontecerão. A informação foi divulgada pela agência de notícias iraniana Fars, citando uma fonte familiarizada com as negociações. 'Esse princípio se repete em outras partes do texto. O Irã aceitará a passagem gratuita de navios apenas por 60 dias. Isso significa que os Estados Unidos aceitaram o princípio da cobrança de taxas, garantindo ao Irã apenas uma isenção de 60 dias', disse a fonte, citada anonimamente pela Fars. A agência de notícias estatal oficial do Irã citou o vice-presidente do país nesta segunda-feira (15), dizendo que o acordo alcançado com os EUA foi apenas 'o primeiro passo' e que a próxima fase das negociações será mais difícil. Em um discurso proferido em uma reunião sobre a reconstrução pós-guerra, o vice-presidente iraniano, Mohammad Reza Aref, elogiou o acordo alcançado entre Teerã e Washington, mas, segundo a agência de notícias IRNA, também alertou que 'a tarefa mais difícil é um acordo permanente e a paz, que serão alcançados em 60 dias'. Segundo a imprensa dos dois países, o memorando de entendimento acordado entre os EUA e o Irã inclui um período de 60 dias de negociações a partir da data de assinatura. A assinatura do acordo está prevista para sexta-feira (19), e nos próximos dois meses as duas partes se dedicarão ao trabalho mais complexo de negociar diretamente o futuro do programa de enriquecimento nuclear de Teerã e outras questões controversas. Porta-voz iraniano afirma que Líbano está dentro do acordo Bombardeio de Israel no Líbano Foto por KAWNAT HAJU / AFP O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, afirmou em coletiva de imprensa que 'nenhum acordo é sustentável' caso a segurança do Líbano estiver ameaçada. No tratado de paz apresentado no domingo, Estados Unidos e Irã chegaram a um acordo para encerrar de forma permanente as hostilidades no Oriente Médio, incluindo o Líbano. O memorando deve ser assinado na sexta-feira, em Genebra, na Suíça. No Líbano, o presidente Joseph Aoun e o líder do Movimento paramilitar Amal comemoraram a inclusão do território libanês nas negociações. Apesar disso, o Exército do Líbano pediu cautela aos moradores deslocados que pretendem voltar para vilarejos e cidades no sul do país. Israel, por sua vez, afirmou que não vai se retirar das áreas ocupadas no sul do Líbano. Ministros da extrema direita em Israel criticaram o acordo e afirmaram que a campanha militar contra o Irã continuará de forma “criativa”. O anúncio do tratado teve forte repercussão internacional. China, Arábia Saudita, França, Reino Unido, Espanha, Jordânia e Emirados Árabes Unidos elogiaram o acordo e defenderam que ele garanta paz duradoura, segurança marítima e livre navegação no Estreito de Ormuz. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que o Estreito de Ormuz será reaberto imediatamente depois da assinatura do acordo. A passagem é uma das rotas marítimas mais importantes do mundo para o transporte de petróleo e gás. Segundo informações da imprensa internacional, o documento prevê um cessar-fogo de 60 dias em todas as frentes, a reabertura do Estreito de Ormuz, o fim do bloqueio naval americano e a flexibilização gradual de sanções. Também há o compromisso de que o Irã não obtenha uma arma nuclear. As negociações sobre pontos mais sensíveis, como o programa nuclear iraniano, devem continuar pelos próximos 60 dias. A imprensa estatal iraniana afirma que o país não abrirá mão do controle sobre Ormuz nem do direito de enriquecer urânio. Já uma fonte do governo americano falou em desmantelamento do programa nuclear iraniano e manutenção do bloqueio a ativos congelados até que Teerã cumpra sua parte.
Discussion in the ATmosphere