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"textContent": "\nApesar do acordo de cessar-fogo entre os EUA e o Irã, Israel continuará a ocupar partes do Líbano, da Síria e da Faixa de Gaza 'indefinidamente', afirmou nesta segunda-feira (15) o ministro da Defesa israelense, Israel Katz. Ele afirmou que a conquista da área no Líbano durante a guerra com o Irã foi uma das 'maiores conquistas' militares durante a ofensiva. O sul do Líbano será posteriormente 'limpo' de moradores locais e de 'toda a infraestrutura terrorista', incluindo casas, acrescentou Katz. Segundo o ministro, Benjamin Netanyahu também comunicou isso ontem a Donald Trump e a altos funcionários americanos. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu tem ignorado os apelos de Donald Trump em relação ao Líbano e ainda não se manifestou sobre o acordo. Ele também alertou que Israel retaliaria caso o Irã atacasse Israel devido aos acontecimentos no Líbano. 'Estamos comprometidos apenas com nossos cidadãos e com a segurança do Estado de Israel', acrescentou, afirmando que Israel 'não fará concessões' em seus interesses de segurança. Irã afirma ter aceitado acordo com os EUA Um homem examina um foguete caído, parcialmente enterrado no solo, nos arredores de Jericó após ataques do Irã contra Israel. AHMAD GHARABLI / AFP O Irã aceitou o acordo com os Estados Unidos para encerrar a guerra permanentemente e desobstruir o Estreito de Ormuz. O presidente Donald Trump e autoridades iranianas anunciaram que o tratado será assinado na sexta-feira, em Genebra, na Suíça. O regime iraniano confirmou o paco, mas impôs condições, como o fim permanente e imediato do conflito em todas as frentes, incluindo o Líbano. Ao anunciar o acordo nas redes sociais, o presidente Donald Trump disse que autorizou a abertura total do Estreito de Ormuz e determinou a retirada imediata do bloqueio naval aos portos iranianos. A agência estatal de notícias do Irã informou que a reabertura física e total da rota marítima deve levar até 30 dias porque o canal precisa passar por varreduras de segurança. O vice-ministro das Relações Exteriores da República Islâmica explicou que o cessar-fogo abre um período de 60 dias para negociações técnicas. Nenhuma das duas partes divulgou o conteúdo do novo acordo. Mas a imprensa norte-americana e a iraniana publicaram alguns pontos com base em fontes dos dois governos. Segundo a CNN, o memorando prevê: um novo cessar-fogo de 60 dias em 'todas as frentes', incluindo o Líbano; a reabertura imediata do Estreito do Ormuz; a flexibilização progressiva das sanções ao Irã; e o comprometimento do regime em não obter uma arma nuclear. Autoridades da Alemanha, França, Itália e Reino Unido afirmaram que estão prontas para suspender sanções contra o Irã para auxiliar na normalização das relações. Todas as nações defenderam a reabertura urgente do Estreito de Ormuz. O secretário-geral da ONU, António Guterres, classificou o acordo como um passo crucial para uma solução diplomática do conflito. O anúncio da pacificação provocou uma queda imediata de 4% no preço do barril de petróleo, que recuou para o patamar de 84 dólares. As bolsas de Tóquio e Seul abriram em forte alta, impulsionadas pelo acordo entre os Estados Unidos e o Irã. O índice japonês Nikkei 225 subiu 4,99%, enquanto o Kospi da Coreia do Sul disparou 5,54%. Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante fala com a imprensa. Kent NISHIMURA / AFP",
"title": "Israel afirma que irá seguir ocupando partes do Líbano para 'limpar' a área"
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