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Irã defende liberação de bilhões em fundos congelados para continuar negociações com os EUA

CBN | As principais notícias do Brasil e do Mundo [Unofficial] June 15, 2026
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O Irã defendeu três pontos principais para avançar em mais negociações com os Estados Unidos, especialmente no entendimento sobre a questão nuclear, que será pauta agora principal das conversas. Segundo a mídia iraniana, o vice-ministro das Relações Exteriores, Kazem Gharibabadi, afirmou que duas delas são o fim do bloqueio naval e das operações militares. Além disso, e a principal, seria a liberação de bilhões em fundos iranianos congelados. 'A entrada nas negociações de 60 dias está condicionada à implementação, pelos EUA, de seus compromissos', disse Gharibabadi. Segundo ele, assim que o país tiver esse aceite pelos EUA, as negociações técnicas começarão. O vice-ministro complementou que as definições do acordo foram discutidas, mas que novas reuniões em Genebra, na Suíça, onde será assinado o acordo, tratarão melhor da estrutura das negociações, da criação de grupos de trabalho e mais. Apesar disso, à CNN, uma autoridade americana afirmou que os ativos congelados não serão disponibilizados aos iranianos após a assinatura do acordo, e sim apenas após a nova negociação que envolva a questão nuclear. 'Isso simplesmente não é verdade. Trata-se de um acordo baseado no cumprimento de compromissos, e nenhum recurso congelado será liberado sem que os iranianos implementem suas obrigações', declarou. Irã afirma ter aceitado acordo com os EUA Um homem examina um foguete caído, parcialmente enterrado no solo, nos arredores de Jericó após ataques do Irã contra Israel. AHMAD GHARABLI / AFP O Irã aceitou o acordo com os Estados Unidos para encerrar a guerra permanentemente e desobstruir o Estreito de Ormuz. O presidente Donald Trump e autoridades iranianas anunciaram que o tratado será assinado na sexta-feira, em Genebra, na Suíça. O regime iraniano confirmou o paco, mas impôs condições, como o fim permanente e imediato do conflito em todas as frentes, incluindo o Líbano. Ao anunciar o acordo nas redes sociais, o presidente Donald Trump disse que autorizou a abertura total do Estreito de Ormuz e determinou a retirada imediata do bloqueio naval aos portos iranianos. A agência estatal de notícias do Irã informou que a reabertura física e total da rota marítima deve levar até 30 dias porque o canal precisa passar por varreduras de segurança. O vice-ministro das Relações Exteriores da República Islâmica explicou que o cessar-fogo abre um período de 60 dias para negociações técnicas. Nenhuma das duas partes divulgou o conteúdo do novo acordo. Mas a imprensa norte-americana e a iraniana publicaram alguns pontos com base em fontes dos dois governos. Segundo a CNN, o memorando prevê: um novo cessar-fogo de 60 dias em 'todas as frentes', incluindo o Líbano; a reabertura imediata do Estreito do Ormuz; a flexibilização progressiva das sanções ao Irã; e o comprometimento do regime em não obter uma arma nuclear. Autoridades da Alemanha, França, Itália e Reino Unido afirmaram que estão prontas para suspender sanções contra o Irã para auxiliar na normalização das relações. Todas as nações defenderam a reabertura urgente do Estreito de Ormuz. O secretário-geral da ONU, António Guterres, classificou o acordo como um passo crucial para uma solução diplomática do conflito. O anúncio da pacificação provocou uma queda imediata de 4% no preço do barril de petróleo, que recuou para o patamar de 84 dólares. As bolsas de Tóquio e Seul abriram em forte alta, impulsionadas pelo acordo entre os Estados Unidos e o Irã. O índice japonês Nikkei 225 subiu 4,99%, enquanto o Kospi da Coreia do Sul disparou 5,54%. Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante discurso. Brendan SMIALOWSKI / AFP

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