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"textContent": "\nApós mais de uma década longe do principal torneio do futebol internacional, a seleção da Bósnia e Herzegovina retorna para a Copa do Mundo, no segundo mundial da história. O retorno marca um dos capítulos mais importantes do futebol do país desde a estreia na competição, em 2014. A classificação foi considerada uma das grandes surpresas das eliminatórias europeias. A equipe superou adversários mais tradicionais ao longo do caminho e conseguiu avançar por meio da repescagem, eliminando no jogo final a tetracampeã mundial Itália. A Bósnia chega à Copa com uma identidade mais física e direta. A equipe é reconhecida pela intensidade nos duelos, pela força nas bolas aéreas e pela capacidade de transformar jogadas de transição em oportunidades de gol. Isso virou um diferencial para a equipe em jogos eliminatórios. Participações da Bósnia em Copas. CBN Desempenho da Bósnia desde a última Copa do Mundo. CBN Quais são os destaques e pontos positivos da Bósnia e Herzegovina? Edin Džeko em partida pela Seleção da Bósnia. Reprodução/Wikimedia Commons O principal símbolo da seleção continua sendo Edin Džeko. Um dos maiores jogadores da história do país, o atacante chega ao Mundial em uma fase avançada da carreira e encara o torneio como uma possível despedida da seleção. Ao redor de Džeko, a Bósnia conta com uma geração que mistura juventude e experiência. O lateral Amar Dedić é considerado uma das principais promessas do futebol do país e representa a renovação da equipe. Já o defensor Sead Kolašinac oferece liderança e solidez ao sistema defensivo, enquanto o jovem Esmir Bajraktarević surge como um dos talentos mais promissores do elenco. Um dos aspectos mais interessantes da seleção bósnia é a forte presença de jogadores formados fora do país. Em razão da diáspora criada após os conflitos nos Bálcãs durante a década de 1990, muitos atletas nasceram ou cresceram em outros países europeus, mas optaram por defender a seleção de origem familiar. No comando da equipe está Sergej Barbarez, ex-jogador que assumiu a missão de reconstruir a seleção. Sua trajetória chama atenção por ter transitado entre o futebol e o universo do pôquer profissional antes de assumir o cargo. Sob seu comando, a Bósnia recuperou competitividade e encontrou uma identidade mais clara durante o ciclo para a Copa de 2026. Apesar disso, a seleção não possui a mesma profundidade de elenco das principais potências europeias e pode sofrer diante de adversários que consigam controlar a posse de bola e explorar espaços entre as linhas defensivas. Além disso, a dependência de alguns jogadores experientes ainda é vista como um ponto de atenção. Por outro lado, justamente por não carregar grandes expectativas, a Bósnia entra no Mundial como uma das possíveis surpresas do torneio. A combinação entre organização tática, força física e motivação pelo retorno à Copa do Mundo pode transformar a equipe em uma adversária perigosa. Time base da Bósnia e Herzegovina para a Copa do Mundo de 2026. CBN",
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