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  "textContent": "\nO árbitro Omar Abdulkadir Artan, primeiro representante da história da Somália escalado para uma Copa do Mundo, foi impedido de entrar nos Estados Unidos nesta segunda-feira (8) e forçado a retornar para a Turquia. Apesar de ter obtido o visto após forte mobilização nas redes sociais, o profissional, eleito o melhor árbitro da África em 2025, foi barrado por agentes de imigração ao desembarcar para o Mundial, sem que houvesse, até o momento, uma justificativa oficial por parte da FIFA ou do governo norte-americano. A informação foi inicialmente divulgada pelo jornalista Romain Molina. Artan é árbitro da FIFA desde 2018 e viveu uma rápida ascensão na carreira. Ele se destacou como o primeiro árbitro nascido na Somália a apitar um jogo da Liga dos Campeões da CAF (Mamelodi Sundowns x Pyramids FC) e atuou nas finais da Copa das Nações Africanas (AFCON) de 2023. Em 2025, foi eleito pela Confederação Africana de Futebol (CAF) como o melhor árbitro masculino do ano. Após o reconhecimento, o árbitro recebeu a grata notícia de que faria parte do grupo de 52 árbitros da Fifa escalados para a Copa do Mundo de 2026, mas, até o momento, é o único que não conseguiu chegar em solo norte-americano. Nesta segunda-feira (8) foi realizado um seminário obrigatório para todos os árbitros escalados para atuar na Copa do Mundo de 2026. Como Artan não conseguiu ficar no país, acabou perdendo a etapa preparatória. A convocação do árbitro para a Copa do Mundo foi motivo de orgulho nacional, com o presidente da Somália, Hassan Sheikh Mohamud, descrevendo-o como um \"símbolo de inspiração para a nova geração\". A jornada de Artan até os Estados Unidos foi marcada por obstáculos burocráticos. Inicialmente, ele enfrentou severas dificuldades para obter o visto, mas, com o suporte da embaixada do país, conseguiu um passaporte diplomático. Os Estados Unidos seguiram recusando o documento. O passaporte diplomático da Somália não é suficiente para conseguir trabalhar no país norte-americano, sendo necessário a emissão de um visto de trabalho para atuar nos EUA. Ainda não está claro se o árbitro possuía o documento ou não. O árbitro iniciou sua viagem no Quênia, passou pela Turquia e desembarcou em solo americano. No entanto, ao passar pela imigração, agentes teriam impedido sua entrada no país. Até o momento, não houve qualquer explicação oficial da FIFA ou das autoridades norte-americanas sobre o motivo do veto ao profissional. Crise de vistos e dificuldade para entrar nos EUA O caso de Omar Artan não é um incidente isolado, levantando questões sobre a logística de acesso ao torneio sediado por EUA, Canadá e México. Relatos indicam que jornalistas de países africanos e iranianos também tiveram vistos negados para a cobertura do Mundial. A seleção do Irã denunciou o governo dos EUA pelo veto de vistos à sua comissão técnica. Recentemente, o atacante iraquiano Aymen Hussein, principal jogador da seleção do seu país, ficou detido por sete horas ao chegar ao chegar no local, enquanto o fotógrafo oficial da equipe foi deportado.",
  "title": "Árbitro da Somália escalado para Copa do Mundo é deportado ao chegar nos EUA"
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