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"textContent": "\nO Irã não abre mão de suas armas quando necessário, mas continua mantendo a porta aberta para negociações. Essa foi a explicação dada pelo presidente do país, Massoud Pezeshkian, nesta segunda-feira (8). Segundo ele, a prioridade do governo é a segurança nacional e os iranianos não recuarão 'diante de nenhuma ameaça'. 'Diplomacia e defesa são os dois pilares do poder nacional; não abandonamos o campo de batalha nem a mesa de negociações. Com a ajuda de Deus, com união e racionalidade, o Irã também superará este desafio com sucesso', afirmou. A afirmativa ocorre pouco após as Forças Armadas iranianas anunciarem a suspensão das operações militares contra Israel, dizendo que impuseram uma 'resposta dolorosa', informou nesta segunda-feira (8) a agência de notícias iraniana Fars, ligada diretamente ao governo do país. O comunicado foi revelado pelo comando militar conjunto Khatam al-Anbiya do Irã. Apesar disso, Teerã alertou para ataques 'muito mais severos' caso Israel retome seus ataques ao sul do Líbano, afirmando que que Israel e seus apoiadores deveriam 'aprender uma lição' com os últimos ataques. Anteriormente, a Guarda Revolucionária do Irã havia declarado que seus ataques contra Israel poderiam continuar durante toda a semana. Do outro lado, segundo o jornal Israel Hayom, citando uma fonte diplomática, Israel informou Teerã, por meio de mediadores, que não haverá mais ataques se o Irã também cessar seus bombardeios. A informação surge logo após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicar na sua rede social Truth Social que 'Israel e Irã devem cessar imediatamente os disparos' em uma referência a retomada dos ataques pelos países. Depois, em outra publicação, Trump afirmou que os dois países buscam o cessar-fogo imediato. 'As negociações finais sobre a “paz” estão em andamento, sujeitas a que a ignorância ou a estupidez as atrapalhem. O bloqueio permanecerá em vigor, com toda a sua força e efeito, até que um “acordo final” seja alcançado. As coisas devem avançar rapidamente'. É o primeiro pronunciamento de Trump após, em uma entrevista ao jornal Financial Times, dizer que o 'primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, não terá outra escolha senão aceitar um acordo com o Irã'. 'Eu dito tudo. Netanyahu não dita nada', completou, antes dos ataques israelenses. Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante discurso. Brendan SMIALOWSKI / AFP Israel e Irã voltaram a realizar ataques mútuos, após dois meses de vigência de um frágil cessar-fogo. Nesta madrugada, o Irã lançou a segunda onda de mísseis contra Israel, provocando o acionamento de sirenes em todo o país. O novo ataque foi uma resposta a um bombardeio das Forças Armadas de Israel contra alvos militares no Oeste e no Centro do Irã. O ataque aéreo foi uma retaliação direta a uma onda de mísseis balísticos disparados pelo governo iraniano contra o território israelense horas antes. Além de Teerã, explosões foram registradas em pelo menos outras três cidades do país. O governo de Israel realizou o contra-ataque militar ignorando um apelo feito pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O líder americano conversou com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu para tentar impedir o revide e preservar as negociações de paz em andamento. A ofensiva de mísseis do Irã ocorreu após as forças de Tel Aviv romperem a trégua com o Líbano e realizarem bombardeios aéreos contra a capital Beirute. Pelo menos duas pessoas morreram e 20 ficaram feridas. O governo iraniano justificou a retaliação afirmando que a ação de Israel ultrapassou os limites acordados internacionalmente. As autoridades do Irã e do Iraque determinaram o fechamento imediato de seus espaços aéreos e suspenderam todas as rotas de aviação civil por setenta e duas horas. O comando militar da Guarda Revolucionária iraniana também declarou que dezenove bases americanas no Oriente Médio voltaram a ser alvos militares. Destruição no Líbano após ataques israelenses durante o cessar-fogo. Kawnat Haju/AFP Lançamento de mísseis iranianos contra Israel. Reprodução",
"title": "Presidente iraniano afirma que país não abandonou nem as negociações e nem a guerra"
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