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"publishedAt": "2026-06-05T20:44:41.000Z",
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"textContent": "\nIntegrantes do Palácio do Planalto e da diplomacia acreditam que, num primeiro momento, a decisão dos Estados Unidos em classificar as facções Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho como terroristas tem mais um efeito político do que prático. Nesse sentido, é um aceno do governo de Donald Trump ao pré-candidato Flávio Bolsonaro, que é muito mais alinhado aos interesses dos Estados Unidos. A maior preocupação está em termos econômicos, já que a classificação abre espaço para que sejam aplicadas sanções contra pessoas, empresas ou bancos acusados de facilitar operações de lavagem de dinheiro. Em outra frente, essas fontes do governo enxergam pouca margem para uma intervenção armada contra essas facções, em especial em ano eleitoral. Em entrevista à TV Globo nesta sexta-feira, o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, considerou a designação de facções em organizações terroristas como um \"equívoco\" porque as estratégias de combate são diferentes. E afirmou que será preciso monitorar se os EUA vão fazer modificações na política de troca de informações com o Brasil. \"Precisamos aguardar, isso é uma questão interna de outro país, não diz respeito ao Brasil, para que, definido qual será a política dos Estados Unidos, que nós estejamos em conjunto com as nossas contrapartes, definindo se é o caso de haver alterações\", assinalou. A Receita Federal também anunciou que está em tratativas para ir em missão aos Estados Unidos ainda em junho para ampliar a cooperação no combate ao crime organizado. O secretário especial Robinson Barreirinhas confirmou à CBN a missão para firmar parceria com a administração tributária local. O objetivo principal é aprofundar o cruzamento de dados com o fisco americano para rastrear o patrimônio de brasileiros envolvidos com o crime no exterior. Segundo ele, a ideia é colocar os técnicos da Receita em contato direto a fim de preparar terreno para “acordos de cooperação mais intensos”.",
"title": "Governo monitora ação dos EUA sobre PCC como ato político, mas efeitos financeiros também preocupam"
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