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Tarcísio e Flávio Bolsonaro se reencontram quase um mês após revelações sobre Vorcaro

CBN | As principais notícias do Brasil e do Mundo [Unofficial] June 4, 2026
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O senador Flávio Bolsonaro e o governador Tarcísio de Freitas trocaram abraços e apertos de mão em cima do palco principal da Marcha Para Jesus, em frente de toda a multidão e da imprensa. Os dois não vinham se falando desde 15 de maio, quando participaram do lançamento da pré-campanha de Guilherme Derrite ao Senado, no interior de São Paulo. O afastamento começou após a divulgação da visita de Flávio ao banqueiro Daniel Vorcaro, preso em investigação da Polícia Federal. Na semana passada, Tarcísio afirmou que Flávio tinha questões a explicar sobre o caso. O evento começou na parte da manhã, que foi quando ganhou tom de campanha eleitoral. Flávio Bolsonaro, em cima de um trio elétrico que puxava a multidão, e deixou um recado aos fiéis falando em "guerra espiritual". O senador e o governador também almoçaram juntos no evento, entre a parte da manhã e da tarde, juntamente com outros políticos. Segundo interlocutores da direita, as conversas na hora do almoço giraram em torno do evento, sem tom político. Almoço reuniu Tarcísio de Freitas, Ricardo Nunes e Flávio Bolsonaro. Reprodução/Redes sociais Do outro lado, o representante do campo da esquerda no evento foi o evangélico e advogado-Geral da União, Jorge Messias, que deve ser novamente indicado pelo presidente Lula para uma cadeira no Supremo Tribunal Federal. Messias no entanto teve um comportamento que gerou incômodo da ala conservadora. Durante o evento, ele telefonou para Lula e o colocou para conversar com o presidente da Marcha, Estevão Hernandes. A reportagem conversou com o deputado federal e líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, que disse que, ao retornar dessa ligação em grupo, o líder disse que Messias "não precisava" ter feito isso, com um tom de reprovação. Segundo Sóstenes, a reação se deu dessa forma por conta do desgaste do petista com o público evangélico. No telefonema, Lula justificou sua ausência para o líder evangélico. "Eu não participo de nada religioso em época de eleição, porque eu não quero passar ideia de que estou tentando tirar proveito político de uma coisa sagrada." Ele também fez um aceno ao presidente da Marcha, afirmando que foi ele quem sancionou, em 2009, o dia Nacional da Marcha Para Jesus.

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