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Governo foca negociação em adiar tarifas de 25% sobre exportações do Brasil

CBN | As principais notícias do Brasil e do Mundo [Unofficial] June 3, 2026
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Após uma nova investigação propor tarifas de 12,5% sobre produtos do Brasil, por o país ter sido incluído pelos Estados Unidos na lista de nações que falharam no combate ao trabalho escravo, integrantes do Palácio do Planalto contam com a negociação. O foco, porém, neste primeiro momento, será tentar adiar ou reverter a aplicação da tarifa de 25% sobre alguns dos produtos que o Brasil exporta para os Estados Unidos. Há um entendimento de que dificilmente será possível reverter a taxação de 12,5% neste momento, por dois motivos: um deles é que é difícil se contrapor a medidas de combate ao trabalho análogo, assim como a nova tarifa é uma resposta da Casa Branca para o julgamento da Suprema Corte americana, que considerou o tarifaço ilegal. Entre as oportunidades de negociação está a possibilidade de um encontro entre o presidente Lula e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante a cúpula do G7, na França. Lula confirmou nesta quarta-feira que participará do encontro, que será realizado entre os dias 15 e 17 de junho. Outra possibilidade é o envio de uma carta diretamente à Casa Branca. Ao mesmo tempo, a diplomacia brasileira está empenhada nas negociações. O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e o representante de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer, tiveram um breve encontro nesta quarta-feira. O representante americano afirmou que está aberto a dialogar com o Brasil sobre as tarifas adicionais. Os dois conversaram durante a reunião ministerial da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), na França. O novo tarifaço sobre as exportações brasileiras deve se somar às tarifas já anunciadas e submeter pelo menos parte da pauta exportadora a uma alíquota de importação de 37,5%. Nessa lista estão máquinas industriais, produtos plásticos, calçados, peixes e crustáceos, produtos de madeira e ferro fundido. O percentual se refere à taxa de 25% imposta às mercadorias brasileiras no âmbito da Seção 301, relacionada a práticas brasileiras como o PIX, e à tarifa de 12,5% aplicada devido a falhas na proibição da importação de produtos fabricados com trabalho forçado, medida que atinge 60 países.

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