Cerca de 21% das exportações brasileiras aos EUA podem ser impactadas com tarifa de 25% proposta por Trump
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June 2, 2026
Cerca de 21% das exportações brasileiras aos Estados Unidos podem ser atingidas pela tarifa adicional de 25% proposta pelo governo americano nesta terça-feira (2). Os principais setores afetados pela medida são as máquinas industriais, equipamentos plásticos, produtos de madeira, calçados, ferro fundido, pescados e crustáceos. Rubio diz que Brasil não é 'amigável' aos EUA, mas que América está 'repleta de aliados americanos' Flávio Bolsonaro envia carta à Casa Branca e manifesta preocupação com possível tarifaço dos EUA Para a Confederação Nacional da Indústria a medida pode elevar custos, reduzir a competitividade e afetar cadeias produtivas nos dois países. A Amcham Brasil ressaltou que a proposta ainda é preliminar e que existe uma janela até 15 de julho para negociações antes da decisão final. Para o CEO da entidade, Abrão Neto, o empresariado deve participar do diálogo entre os dois governos para evitar novas barreiras comerciais. "O setor privado continuará em contato aqui com o governo brasileiro, em contato com o governo americano, se mobilizando de uma maneira coordenada. A investigação ainda não terminou, há ainda etapas previstas para as próximas semanas, há possibilidade de apresentação de comentários, uma nova audiência no início de julho. Então a participação do setor empresarial é fundamental. Agora ela não substitui o papel dos dois governos, que podem construir aí uma solução que evite essas novas tarifas", disse. Já a Associação Brasileira das Indústrias de Pescados pediu que os pescados brasileiros também sejam excluídos de eventuais medidas tarifárias, argumentando que o setor não está entre os alvos da investigação americana. O setor calçadista também manifestou preocupação com a proposta. A Associação Brasileira das Indústrias de Calçados avalia que a nova tarifa surge justamente em um momento de recuperação das exportações para os Estados Unidos, principal mercado externo do segmento. O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias, defendeu a revogação da proposta e disse que a medida pode afetar empregos ligados aos setores. "Nós temos cerca de 54% do que nós exportamos para os Estados Unidos, livre do tarifaço. 25% na seção, chamada seção 232. E 21% é que ficaria exposto se essa recomendação se converter. Os setores mais atingidos seriam de máquinas, de equipamentos, o que tem valor agregado e traz muito prejuízo para o emprego, para a renda, para as indústrias. O setor de plásticos, produtos de madeira, papel, cartão, calçados, também é um setor que seria, em tese, alcançado. Ferro fundido e peixes e crustáceos, essas são as áreas mais expostas se essa proposta se converter em tarifas, coisas que a gente acredita que não vão ocorrer." Apesar do impacto potencial, uma extensa lista de exceções preserva produtos estratégicos da pauta exportadora brasileira, como carne bovina, café, frutas, suco de laranja, aeronaves e peças, além de petróleo, minérios, fertilizantes, produtos farmacêuticos e terras-raras.
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