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Caso Henry: 'Senti que ele queria comprar o meu silêncio', diz babá sobre R$ 100 dados por Jairinho

CBN | As principais notícias do Brasil e do Mundo [Unofficial] May 31, 2026
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A babá que cuidou de Henry Borel no apartamento de Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, e de Monique Medeiros disse, no júri do caso, que sentiu que o ex-vereador tentou comprar o silêncio dela com cem reais depois de um episódio em que o menino teria saído mancando de um quarto onde ficou sozinho com ele. Thayná de Oliveira Ferreira depõe neste domingo, no sétimo dia do julgamento de Jairinho e Monique, acusados pela morte de Henry, que tinha quatro anos. Ela trabalhou por menos de 20 dias como babá do menino no condomínio Majestic, na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio. A babá relatou que presenciou três situações entre Jairinho e Henry que causaram estranhamento. Em todas, segundo ela, o ex-vereador levava o menino para dentro do quarto e fechava a porta. No episódio que mais chamou atenção, Thayná disse que Henry saiu mancando do quarto e que mandou um vídeo para Monique. A mãe recomendou que a babá desse um banho no menino para acalmá-lo. Durante o banho, Henry reclamou de dor na cabeça e disse que tinha caído na cama e levado uma banda. Thayná afirmou que colocou o menino em uma chamada de vídeo com a mãe. Segundo a babá, Jairinho se irritou quando soube da ligação e acabou rasgando a blusa dela. “Henry estava no meu colo amuado, e não queria ir para o colo de Jairo e acabou rasgando minha blusa. Jairo me deu R$100 e eu fiquei indignada porque eu senti que não era pra comprar uma blusa. Senti que ele queria comprar o meu silêncio. Era um cala a boca” Depois disso, Thayná disse que mandou mensagem irritada para o namorado porque não gostou da atitude de Jairinho. A babá afirmou ainda que, mesmo sabendo da situação, Monique demorou mais de três horas para voltar para casa. “Fiquei irritada porque Monique demorou e chegou reclamando que tinha borrado a unha. E eu estava passando tudo com aquela criança.” Segundo Thayná, dois dias depois, Jairinho e Monique viajaram com Henry e publicaram fotos nas redes sociais como se tudo estivesse normal. A babá também reafirmou que, depois do enterro de Henry, foi levada a um escritório de advocacia indicado pela família de Jairinho. No local, segundo o relato, estavam Monique, um advogado e uma assessora ligada ao ex-vereador. Thayná disse que Monique mandou que ela apagasse mensagens, afirmasse que nunca tinha visto nada e dissesse que a relação entre Jairinho e Henry era muito boa. Ela afirmou que se sentiu coagida e que essa orientação influenciou o primeiro depoimento dela. A fala tem peso porque Thayná já apresentou versões diferentes ao longo do processo. A juíza Elizabeth Machado Louro considerou que a babá se retratou em relação a declarações anteriores. Até o fim da sessão de sábado, 16 dos 27 depoimentos de testemunhas previstos já tinham sido concluídos. Thayná é a primeira pessoa a depor neste domingo. Se a fala dela for encerrada ainda nesta sessão, a conta passa para 17 depoimentos, restando 10. A expectativa é que o julgamento termine até quarta-feira. Henry morreu em março de 2021, depois de ser levado a um hospital na Barra da Tijuca. Jairinho e Monique negam participação no crime.

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