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  "textContent": "\nA médica Angelita Habr-Gama, uma das maiores referências da cirurgia brasileira e mundial, morreu na noite deste sábado (30), aos 93 anos. Ela estava internada desde o dia 6 de maio no Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo. Professora titular emérita da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), Angelita foi a primeira mulher como professora titular em uma especialidade cirúrgica na Faculdade de Medicina da USP, na área de coloproctologia, e também a primeira fellow do Hospital Saint Mark's, da Universidade de Londres, em 1961. Angelita revolucionou o tratamento do câncer de reto ao desenvolver e difundir a estratégia conhecida como 'Watch and Wait', que permite, em casos selecionados, preservar o reto de pacientes. O método se tornou referência em diretrizes internacionais e beneficiou milhares de pessoas em todo o mundo. Ao longo da carreira, a médica criou a disciplina de Coloproctologia do Hospital das Clínicas da FMUSP e fundou a Associação de Prevenção do Câncer de Intestino. Entre os reconhecimentos recebidos, Angelita foi eleita uma das mulheres mais influentes do Brasil pela revista Forbes. Em 2023, tornou-se a única mulher entre os 34 premiados com a Medalha Bigelow, uma das mais importantes honrarias da cirurgia mundial, concedida pela Boston Surgical Society. Recentemente, seu nome também passou a integrar a lista dos 2% de cientistas mais influentes do mundo, elaborada pela Universidade Stanford. Desde 1979, Angelita Habr-Gama integrava o corpo clínico do Hospital Alemão Oswaldo Cruz. Em nota, a instituição lamentou a morte da médica. 'Conselho de administração, direção, corpo clínico e assistencial e colaboradores do Hospital Alemão Oswaldo Cruz estão profundamente consternados com esta perda irreparável para medicina brasileira. Perdemos uma grande profissional e uma colega de quem sempre iremos nos lembrar com respeito, gratidão, carinho e admiração. Nos solidarizamos com a família neste momento de grande dor', diz a nota.",
  "title": "Morre Angelita Habr-Gama, referência no tratamento do câncer de reto, aos 93 anos"
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